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Gilmar Mendes questiona Fux sobre medida que afastou diretor da Polícia Federal

Ministro questionou o processo de análise da Segunda Turma sobre a medida cautelar de afastamento de Andrei Rodrigues

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  • Ministro Gilmar Mendes questiona condução da Segunda Turma no julgamento do afastamento de Andrei Rodrigues.
  • Gilmar critica rapidez na divulgação dos votos e falta de comunicação prévia sobre sessão virtual.
  • Ministro afirma que intervalo entre abertura da sessão e registro dos votos foi insuficiente para análise adequada.
  • Gilmar defende que caso deve ser analisado pelo plenário, não apenas pela Segunda Turma do STF.
  • Confrontos entre ministros do STF continuam após divergências em sessão de 15 de setembro.
Gilmar Mendes | Foto: Andressa Anholete/STF
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O ministro Gilmar Mendes, decano do Supremo Tribunal Federal (STF), questionou, em ofício, a condução da Segunda Turma da Corte pelo ministro Luiz Fux durante a análise do afastamento do diretor-geral da Polícia Federal (PF), Andrei Rodrigues. O documento foi elaborado após a sessão virtual realizada em 8 de setembro, na qual a Turma formou maioria pelo afastamento, mas o julgamento foi suspenso após pedido de vista de Gilmar.

Ministro critica rapidez dos votos

No documento, Gilmar afirmou estar descontente com a forma como os trabalhos foram conduzidos e questionou a rapidez com que os votos foram registrados.

Segundo o ministro, André Mendonça pautou o processo às 9h29 do dia 8 de setembro, enquanto seu gabinete teria sido comunicado às 9h38. Gilmar afirmou ainda que a realização da sessão virtual teria sido definida por Fux e Mendonça sem comunicação prévia aos demais integrantes do colegiado.

Poucos minutos após a abertura da sessão, Fux e Kassio Nunes Marques anteciparam os votos e acompanharam Mendonça. Gilmar havia pedido vista do processo antes da manifestação dos dois ministros.

Gilmar cita princípio da colegialidade

Gilmar afirmou que o intervalo entre a abertura da sessão e o registro dos votos não seria suficiente para que um ministro analisasse os autos e formasse uma convicção sobre a medida. Na avaliação apresentada no ofício, a condução do julgamento teria sido incompatível com o princípio da colegialidade, segundo o qual as decisões de um órgão colegiado devem ser construídas com participação dos seus integrantes.

O ministro também defendeu que o caso fosse analisado pelo plenário do STF, e não apenas pela Segunda Turma. A manifestação de Gilmar ocorreu em meio a outros embates entre integrantes do STF. Na sessão de 15 de setembro, os ministros voltaram a divergir durante a análise de questões relacionadas às investigações envolvendo Alexandre de Moraes e André Mendonça. O tema gerou novos confrontos públicos entre integrantes da Corte.

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