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Governistas pedem anulação de votação da CPMI do INSS e acusam Carlos Viana de fraude; entenda

Sessão foi marcada por empurra-empurra e confusão generalizada após quebra de sigilo de Lulinha ser aprovado

CPMI do INSS termina em confusão após votação | Foto: Geraldo Magela/Agência Brasil
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Os governistas recorreram ao presidente do Congresso Nacional, Davi Alcolumbre (União-AP), pedindo a anulação da votação Comissão Parlamentar Mista de Inquérito do INSS (Instituto Nacional do Seguro Social) que resultou na determinação da quebra de sigilo bancário do filho do presidente Lula, Fábio Luís da Silva, o Lulinha.

Após a votação desta quinta-feira (26), a sessão foi tomada por uma confusão generalizada entre parlamentares. Ao pedir a anulação do resultado, os governistas alegam que o presidente da CPI, Carlos Viana (Podemos-MG), teria fraudado a votação.

ENTENDA O CONFLITO

Lulinha, filho do presidente Lula - Foto: Reprodução/Estadão

Lulinha teve o sigilo quebrado por ser suspeito de ter atuado como "sócio oculto" de Antônio Camilo Antunes, o “careca do INSS”, o que justificaria a medida. 

Ao anunciar o resultado da votação “em bloco” de mais de 80 requerimentos, o presidente contou apenas sete votos contrários. Na ocasião, o posicionamento de cada parlamentar foi contabilizado conforme se levantavam, ou seja, quem ficasse de pé era contra e aqueles sentados a favor.

Acontece que, embora Carlos Viana tenha anunciado apenas sete votos contrários, os governistas apresentaram imagens em que aparecem de pé 14 parlamentares. Os governistas defendem que o número representaria a maioria dos 21 parlamentares titulares presentes no momento da votação.

Em contrapartida, Carlos Viana diz que mesmo que fosse contabilizados 14 votos, o governo teria sido derrotado, uma vez que a sessão marcava quórum de 31 presentes. Os governistas contraditaram o presidente ao dizer que o painel somava titulares e suplentes.

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