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Governo não cobrará impostos sobre smartphones importados

Medida mantém em 16% a alíquota de importação de smartphones e notebooks e revoga aumento anunciado no início do mês

Medida mantém em 16% a alíquota de importação de smartphones | Foto: Reprodução/ Pixabay
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O governo federal decidiu manter em 16% a alíquota de importação sobre smartphones e notebooks, após revogar o aumento anunciado no início do mês. A decisão foi tomada nesta sexta-feira durante reunião extraordinária do Comitê Executivo de Gestão da Câmara de Comércio Exterior (Gecex), em meio à forte repercussão negativa nas redes sociais.

A tarifa dos celulares inteligentes havia sido elevada para 20%, medida que gerou críticas da oposição e desgaste político para o Palácio do Planalto.

Reação nas redes influenciou recuo

O aumento dos impostos sobre eletrônicos foi amplamente criticado nas redes sociais e passou a ser explorado por parlamentares da oposição. Internamente, a decisão também provocou divergências entre integrantes do governo sobre manter ou não a elevação, especialmente em um ano eleitoral.

O grupo de produtos atingidos pela revogação representa cerca de 10% dos 1,2 mil itens que tiveram alta na tarifa de importação formalizada neste mês.

Além de restaurar a alíquota anterior para smartphones e notebooks, o Gecex também zerou o imposto de importação de 105 produtos ligados aos setores de bens de capital e informática, após solicitações feitas por empresas até 25 de fevereiro.

Governo defendeu proteção à indústria nacional

O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, havia defendido o aumento, argumentando que a medida buscava fortalecer a produção nacional e não provocaria alta nos preços ao consumidor. Ele também ressaltou que a própria norma previa revisão para produtos sem similar fabricado no país.

Segundo integrantes do governo, o impacto fiscal de um recuo mais amplo seria limitado, já que muitos itens já são produzidos no Brasil e existem mecanismos como o drawback, que reduz custos de importação para insumos destinados à exportação.

Com a decisão, o governo tenta conter o desgaste político e reorganizar a estratégia tarifária para o setor de eletrônicos.

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