- Governo Lula vê proposta de taxação dos EUA como inflexível e teme impacto eleitoral.
- Audiência pública marcada para 6 de julho em Washington discutirá conflito comercial.
- Flávio Bolsonaro pode usar audiência como palanque político, segundo base governista.
- Governo Federal não participará da audiência, considerando etapa voltada ao setor privado.
- Negociações para evitar tarifas seguem em andamento entre governos.
As negociações sobre a taxação dos Estados Unidos de 25% sobre produtos brasileiros proposta pelo Escritório do Representante Comercial (USTR) é vista como inflexível por articuladores do governo Lula.
Os rumos da decisão que prevê aplicação dos tributos deve ser tomada até 15 de julho. Está marcado para que aconteça uma audiência pública em 6 de julho realizada pelo USTR em Washington a fim de discutir o conflito comercial entre os países.
GOVERNO TEME QUE FLÁVIO USE AUDIÊNCIA COMO PALANQUE
Enquanto isso, a base governista teme que o pré-candidato à presidência Flávio Bolsonaro use da ocasião como palanque político já que o senador se inscreveu para falar sobre o tema na audiência.
Lembrando que o parlamentar chegou a comemorar no ano passado a sobretaxa imposta pelos EUA.
O posicionamento de Lula é que o debate seja feito pelos canais oficiais, já que acredita ser preciso manter o diálogo técnico evitando o risco de contaminação eleitoral. O Governo Federal não deve participar da audiência já que vê a etapa investigação como voltada ao setor privado e à sociedade civil.
Auxiliares de Lula afirmam que as negociações para evitar as tarifas continuam sendo feitas durante conversas entre os governos.