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Haddad chama deputados que atacam PF e Receita de “bandidinhos”

Fernando Haddad critica duramente deputados que usam redes sociais para atacar a Polícia Federal e a Receita Federal. Entenda a defesa do ministro por instituições de Estado e o combate ao crime.

Fernando Haddad | Foto: Reprodução/Agência Brasil
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O ministro da Fazenda, Fernando Haddad (PT), criticou duramente deputados que utilizam as redes sociais para atacar a Polícia Federal e a Receita Federal. Em entrevista ao UOL nesta segunda-feira (19), Haddad classificou esses parlamentares como “deputados bandidinhos” e afirmou que eles “só falam besteira” ao espalhar informações falsas com o objetivo de enfraquecer instituições do Estado.

Ao comentar a postura desses políticos, o ministro disse que sempre defendeu a política baseada no debate de ideias concretas, e não na criação de inimigos imaginários para mobilizar apoio popular. Segundo ele, a distorção de fatos nas redes sociais compromete o debate público e confunde a população sobre o papel do Estado.

Haddad também rebateu críticas e boatos relacionados à fiscalização de transações financeiras, esclarecendo que fiscalização não significa, automaticamente, criação de novos impostos. De acordo com o ministro, os mecanismos de controle são fundamentais para o combate a crimes como a lavagem de dinheiro, citando esquemas que envolvem fintechs, fundos financeiros e até postos de combustíveis utilizados por organizações criminosas para ocultar recursos ilegais.

O ministro destacou ainda que o fortalecimento da fiscalização é essencial no enfrentamento ao crime organizado, que se vale desses mecanismos para financiar atividades ilícitas, como o tráfico de drogas e de armas. Ele ressaltou que a Receita Federal, a Polícia Federal e o Ministério Público são órgãos de Estado, que não atuam a serviço de governos, mas do país.

Por fim, Haddad alertou que dar credibilidade a discursos que atacam essas instituições causa prejuízos diretos à sociedade. “Enfraquecer a Polícia Federal é cometer um erro contra si mesmo”, afirmou, ao defender o apoio aos órgãos responsáveis pela segurança e pelo combate à criminalidade.

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