- Presidente da Câmara, Hugo Motta, criticou tarifas norte-americanas contra produtos brasileiros.
- Lei da Reciprocidade Econômica pode ser usada para responder a restrições comerciais dos EUA.
- Novas tarifas ameaçam economia brasileira e setores produtivos estratégicos.
- Motta classificou a medida como afronta ao livre comércio e à soberania nacional.
- Câmara dos Deputados acompanhará impactos e defenderá interesses econômicos do Brasil.
O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), criticou a decisão do governo dos Estados Unidos de impor novas tarifas sobre produtos brasileiros e afirmou que o Brasil dispõe de instrumentos legais para defender sua economia e seu setor produtivo.
Em nota oficial divulgada na quinta-feira (16), Motta ressaltou que o Parlamento brasileiro apoia o diálogo entre países soberanos, mas rejeita a utilização de barreiras comerciais como forma de pressão política.
Lei da Reciprocidade pode ser utilizada
O presidente da Câmara destacou que a Lei da Reciprocidade Econômica, aprovada pelo Congresso Nacional, representa um mecanismo legítimo para resguardar os interesses brasileiros diante de medidas consideradas prejudiciais ao comércio exterior.
Segundo ele, a legislação pode ser acionada caso seja necessário responder às restrições impostas pelos Estados Unidos.
Medida ameaça economia e empregos
Na avaliação de Hugo Motta, as novas tarifas adotadas pelo governo norte-americano prejudicam a economia brasileira e atingem diretamente setores estratégicos responsáveis pela geração de emprego e renda.
"Medidas unilaterais e protecionistas como essas prejudicam a economia, ameaçam empregos e penalizam setores produtivos estratégicos que geram renda e desenvolvimento no país", afirmou.
O parlamentar também classificou a decisão como uma afronta ao livre comércio.
"Não há justificativa técnica ou comercial que legitime essa agressão ao livre-comércio e à soberania brasileira", acrescentou.
Câmara acompanhará desdobramentos
Motta afirmou que a Câmara dos Deputados acompanhará os efeitos da decisão e continuará atuando na defesa dos interesses econômicos do país.
"O Brasil permanece unido na proteção de seu setor produtivo, de seus exportadores e, sobretudo, dos empregos dos brasileiros", concluiu.