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Hugo Motta nega interesse eleitoral e defende aprovação do fim da escala 6x1

Presidente da Câmara afirma que debate sobre redução da jornada é antiga e busca aprovação ainda antes do recesso

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  • O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta, afirma que o debate sobre a redução da jornada de trabalho não visa ganhos políticos.
  • A votação da PEC 6x1 deve ocorrer antes do recesso parlamentar, previsto para julho, para evitar vinculação ao calendário eleitoral.
  • O relator da PEC, deputado Leo Prates, apresentou plano de trabalho prevendo a votação na comissão especial no dia 26 de maio e no plenário da Câmara no dia 27.
  • Hugo Motta pressiona pelo andamento rápido do debate, defendendo que a proposta tenha "início, meio e fim" e envolva setores produtivos na negociação.
Presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB) | Foto: Marina Ramos / Câmara dos Deputados
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O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), afirmou nesta quinta-feira (7) que o debate sobre a redução da jornada de trabalho, conhecido como PEC 6x1, "não foi criado em função das eleições deste ano".

Segundo Motta, a discussão sobre o fim da jornada 6x1 não visa ganhos políticos, mas sim benefícios à sociedade. Ele afirmou haver um "ambiente favorável" para aprovação da proposta na Casa.

É um debate que não foi criado e nem inventado porque estamos no ano eleitoral. É uma pauta que já vem de muitos anos.

Plenário da Câmara dos Deputados | Foto: Reprodução/ Edilson Rodrigues/Agência Senado

Prazos e estratégia para votação

Para evitar que a pauta seja vinculada ao calendário eleitoral, Motta defende que a votação ocorra na Câmara e no Senado antes do recesso parlamentar, previsto para julho.

Que ainda, quem sabe, no mês do trabalhador, nós possamos ter a aprovação não só na comissão especial como também no plenário da Câmara. Para que dê tempo, justamente para blindar dessa questão eleitoral, de o Senado ter a condição de votar antes do recesso e a gente possa ir para o momento da eleição com essa situação resolvida.

O relator da PEC, deputado Leo Prates (Republicanos-BA), apresentou plano de trabalho prevendo a votação na comissão especial no dia 26 de maio e no plenário da Câmara no dia 27.

Critérios para avanço da PEC

Hugo Motta tem pressionado pelo andamento rápido do debate, defendendo que a proposta tenha "início, meio e fim". Ele criticou estratégias que possam atrasar a votação e ressaltou a importância de que os setores produtivos "sentem à mesa" para negociar o texto.

Nesta quinta-feira, a pedido de Motta, integrantes da comissão especial da PEC 6x1 participaram de audiência sobre a proposta na Assembleia Legislativa da Paraíba. O evento contou também com a presença do ministro do Trabalho e Emprego, Luiz Marinho.

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