- Hugo Motta, presidente da Câmara, atuou para barrar apoio a emenda de transição de 10 anos.
- Líderes partidários retiraram apoio à emenda após reação de Hugo e repercussão política.
- Deputado Sérgio Turra apresentou proposta de emenda para fim da jornada 6x1 com transição gradual.
- Avaliação é que a transição longa poderia desgastar o debate sobre o fim da escala 6x1 no Congresso.
Principal articulador no Congresso Nacional da proposta que prevê o fim da jornada 6x1, o presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), atuou para barrar o apoio de líderes aliados a uma emenda que estabelecia um período de transição de 10 anos para a mudança.
Líderes retiram apoio à emenda
Após a reação de Hugo e diante da repercussão política do tema, seis líderes partidários anunciaram a apresentação de um requerimento para retirar a emenda de tramitação.
O pedido foi assinado por Isnaldo Bulhões (MDB), Augusto Coutinho (Republicanos), Antônio Brito (PSD), Dr. Luizinho (PP), Pedro Lucas (União Brasil) e Adolfo Viana (PSDB).
Texto previa adaptação gradual
A proposta de emenda havia sido apresentada pelo deputado Sérgio Turra (PP-RS) e recebeu apoio de parlamentares de diferentes partidos, incluindo integrantes de siglas de esquerda, como o PDT.
No texto, Turra argumentava que a medida permitiria preservar “o objetivo de modernização do regime de jornada com parâmetro geral de quarenta horas semanais, sem impor ruptura abrupta e sem desconsiderar a diversidade de estruturas produtivas, escalas, turnos e realidades setoriais existentes no país”.
Nos bastidores, a avaliação entre aliados de Hugo Motta é de que a proposta de uma transição tão longa poderia desgastar politicamente o debate sobre o fim da escala 6x1, tema que vem ganhando forte apelo popular e eleitoral no Congresso.