O governo iraniano afirmou nesta quinta-feira (02) que pretende manter sua atuação no conflito no Oriente Médio até que Estados Unidos e Israel enfrentem “humilhação, desgraça, arrependimento duradouro e rendição”. A declaração foi feita pelo porta-voz do comando unificado das Forças Armadas do Irã e divulgada pela agência de notícias Tasnim.
A manifestação ocorre após declarações do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que disse recentemente que Washington poderá atacar o Irã “com extrema força” nas próximas semanas. Na ocasião, o republicano também afirmou que o país persa estaria “praticamente dizimado” e que os objetivos militares norte-americanos estariam próximos de serem alcançados.
Em resposta, Ebrahim Zolfaqari, porta-voz da sede central Khatam al-Anbiya, afirmou que as análises feitas por Estados Unidos e Israel sobre a capacidade militar iraniana são “incompletas”.
Ele também contestou diretamente as falas de Trump sobre um suposto enfraquecimento das forças iranianas. Segundo Zolfaqari, os Estados Unidos “não conhecem” a real dimensão do poder estratégico do Irã. Ele declarou ainda que os alvos considerados pelos norte-americanos seriam “insignificantes” diante da estrutura militar do país, acrescentando que a produção estratégica ocorre em locais desconhecidos e inacessíveis aos adversários.
O porta-voz afirmou que o Irã deve ampliar suas operações militares, indicando que ataques ainda mais “devastadores, amplos e destrutivos” poderão ser realizados contra seus inimigos. Segundo ele, após ações já realizadas, novas ofensivas com maior intensidade podem ser esperadas.