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- Jorge Messias usou pulseira com frase "sempre foi Deus" durante sabatina no Senado Federal.
- Lideranças evangélicas atuaram junto a senadores para buscar apoio à indicação de Messias ao STF.
- Messias afirmou ter plena consciência de que o Estado brasileiro é laico, apesar de sua identidade religiosa.
- Ele defendeu que a laicidade não se opõe à religião e garante o livre exercício da fé por todos os cidadãos.
Uma imagem registrada durante a sabatina de Jorge Messias na Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ) do Senado mostrou o indicado ao Supremo Tribunal Federal usando uma pulseira com a frase “sempre foi Deus”.
O acessório ganhou destaque ao longo da sessão por reforçar a identificação religiosa de Messias, que é evangélico. Nos bastidores, segundo apuração da CNN Brasil, lideranças evangélicas têm atuado junto a senadores para buscar apoio à indicação.
Laicidade e fé na sabatina
Durante a sabatina, Messias afirmou ter plena consciência de que o Estado brasileiro é laico, apesar de sua identidade religiosa. A declaração foi feita em resposta ao senador Fabiano Contarato (PT-ES), no processo que avalia sua indicação ao STF.
Minha identidade é evangélica, todavia eu tenho plena clareza que o Estado constitucional é laico, uma laicidade clara, mas colaborativa que fomenta o diálogo construtivo entre o estado e todas as religiões em prol da fraternidade.
Ele defendeu ainda que a laicidade não se opõe à religião, mas garante o livre exercício da fé por todos os cidadãos.
interpretação da Constituição
Ao mesmo tempo em que reafirmou o respeito ao caráter laico do Estado, Messias destacou sua convicção pessoal.
Devo lhes dizer, como servo de Deus, os princípios cristãos me acompanham em qualquer jornada da minha vida.
Segundo ele, é possível “interpretar a Constituição com fé e não pela fé”, distinguindo convicções pessoais do exercício da função jurisdicional.
Referência ao texto constitucional
Messias também citou o preâmbulo da Constituição Federal, que menciona a proteção de Deus, e o artigo 3º, que estabelece objetivos como a promoção do bem de todos, a erradicação da pobreza e a redução das desigualdades, sem preconceitos ou discriminações.
Para ele, esses princípios refletem uma visão de sociedade “fraterna, justa e solidária”, que pressupõe enxergar o outro “como um irmão, e não um adversário”.