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Justiça italiana julga nesta terça (27) novo pedido de extradição de Carla Zambelli

Ex-deputada foi condenada pelo STF a cinco anos e três meses de prisão por perseguir um homem armada em 2022. Defesa afirma estar confiante na rejeição do pedido

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  • A Justiça italiana analisa novo pedido de extradição de Carla Zambelli para o Brasil, após condenação por porte ilegal de arma em 2022.
  • O processo retorna à primeira instância após anulação da tramitação anterior por falhas processuais em julho.
  • A defesa de Zambelli acredita que a extradição será rejeitada, alegando compatibilidade com a legislação e acordos internacionais.
  • O STF condenou a ex-deputada a cinco anos e três meses por crime de porte ilegal de arma e constrangimento ilegal.
  • O Brasil garante cumprimento da pena, acesso a advogados e comunicação com a embaixada italiana em caso de extradição.
Ex-deputada federal Carla Zambelli (PL) | Foto: Reprodução/Vinicius Loures / Câmara dos Deputados
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A Justiça italiana analisa nesta terça-feira (27) um novo pedido de extradição da ex-deputada federal Carla Zambelli para o Brasil. O processo está relacionado à condenação de cinco anos e três meses de prisão imposta pelo Supremo Tribunal Federal (STF) após ela perseguir um homem com uma arma de fogo na véspera do segundo turno das eleições de 2022, em São Paulo.

A audiência ocorre depois que a Corte de Cassação, instância máxima da Justiça italiana, anulou, em julho, a tramitação anterior por falhas processuais. Com isso, o caso retornou à primeira instância para uma nova análise. Em abril, a Corte de Apelação de Roma havia autorizado a extradição.

A defesa da ex-parlamentar afirma estar confiante de que o pedido será rejeitado. Em nota, o advogado Eduardo Maurício declarou que a recusa seria a única decisão compatível com a legislação e os acordos internacionais.

“Eduardo Maurício, advogado de Carla Zambelli, assevera estar confiante no julgamento definitivo da audiência no processo de extradição designado para 27 de outubro, sendo a recusa à extradição por parte de Itália a única medida que atenderá ao cumprimento da Lei, Convenções e Tratado internacionais”, afirmou.

Entenda a condenação de Carla Zambelli

O caso ocorreu em outubro de 2022, na véspera do segundo turno das eleições presidenciais. Na ocasião, Zambelli se envolveu em uma discussão com o jornalista Luan Araújo após um ato político e o perseguiu pelas ruas do bairro dos Jardins, em São Paulo, segurando uma pistola.

O STF condenou a então deputada a cinco anos e três meses de prisão. A decisão foi tomada por nove votos a dois pelo crime de porte ilegal de arma de fogo e por dez votos a um pelo crime de constrangimento ilegal com emprego de arma.

Em junho de 2026, o ministro Gilmar Mendes, relator do processo no Supremo, encaminhou documentos às autoridades italianas para fundamentar o pedido de extradição.

O magistrado defendeu a regularidade do julgamento e destacou que a condenação havia sido confirmada por ampla maioria dos integrantes da Corte.

Entre as garantias apresentadas pelo Brasil estão o cumprimento da pena na Penitenciária Feminina de Brasília, o acesso a advogados e familiares, além de contato com a representação diplomática italiana.

Também foi prevista a possibilidade de envio periódico de informações sobre a situação da ex-deputada às autoridades da Itália, mediante solicitação formal.

Primeiro pedido de extradição foi rejeitado

Este é o segundo processo de extradição de Carla Zambelli analisado pela Justiça italiana em 2026. O primeiro estava relacionado à condenação de dez anos de prisão pela invasão dos sistemas do Conselho Nacional de Justiça (CNJ).

Em maio, a Corte de Cassação rejeitou a extradição nesse processo, revertendo uma decisão anterior da Corte de Apelação de Roma.

Na avaliação da Justiça italiana, havia questões relacionadas à imparcialidade do ministro Alexandre de Moraes, relator do caso no STF.

O tribunal apontou que Moraes teria atuado em uma “dupla veste”, como julgador e como pessoa atingida pelo crime investigado. Durante a invasão dos sistemas do CNJ, foi inserido um mandado de prisão falso contra o ministro.

O julgamento desta terça-feira trata de uma condenação diferente, relacionada ao episódio da perseguição armada em São Paulo. A Justiça italiana deverá decidir se autoriza ou rejeita a extradição da ex-deputada nesse processo.

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