- Candidata ao Governo do Piauí, Lourdes Melo, apresenta plano de governo com propostas polêmicas em segurança, trabalho e educação.
- Propõe dissolução da Polícia Militar e substituição por modelo de segurança diferente, gerando forte debate.
- Defende redução da jornada de trabalho para 35 horas semanais, com modelo 5x2, e aposentadoria após 25 ou 30 anos.
- Estabelece piso salarial de R$ 8,5 mil para professores, visando valorização da educação e aumento da remuneração.
A candidata ao Governo do Piauí Lourdes Melo (PCO) apresenta, em seu plano de governo, propostas que prometem provocar forte debate nas áreas de segurança pública, relações de trabalho e educação.
Entre as medidas mais controversas estão a dissolução da Polícia Militar, a redução da jornada de trabalho para 35 horas semanais, no modelo 5x2, e a definição de um piso salarial de pelo menos R$ 8,5 mil para professores.
FIM DA POLÍCIA MILITAR
Na área de segurança pública, Lourdes Melo propõe a dissolução da Polícia Militar e de todo o aparato repressivo. A medida representa uma mudança estrutural no modelo de segurança atualmente adotado pelo Estado e deve gerar um dos principais debates em torno de seu programa.
A proposta coloca em discussão o próprio papel da Polícia Militar no policiamento ostensivo e na segurança cotidiana da população, defendendo a substituição do atual modelo por uma estrutura diferente de segurança pública.
No campo do trabalho, a candidata defende a redução da jornada para, no máximo, sete horas por dia, durante cinco dias por semana, totalizando 35 horas semanais. A proposta é apresentada sob o argumento de “trabalhar menos para que todos trabalhem”, buscando reduzir a carga horária e, segundo a lógica defendida no plano, ampliar a distribuição dos postos de trabalho.
O programa também estabelece uma proposta de aposentadoria após 25 anos de trabalho para mulheres e 30 anos para homens.
Na educação, uma das principais propostas é elevar o piso salarial nacional dos professores para pelo menos R$ 8,5 mil. A medida colocaria a valorização dos profissionais da educação entre as prioridades do eventual governo, com impacto direto sobre a remuneração da categoria e, consequentemente, sobre as despesas com pessoal do Estado.