- Presidente Lula afirma que acompanhará pessoalmente o cumprimento das medidas aprovadas pelo governo.
- Declaração foi feita durante reunião extraordinária do Conselho Nacional de Política Energética.
- Lula reforça que pretende cobrar resultados da equipe ministerial e prazos de execução das ações.
- Novo posicionamento ocorre em preparação para o próximo mandato, que começa em janeiro de 2027.
- Presidente defende que ajustes fiscais não devem impactar a população de baixa renda.
Presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou, nesta sexta-feira (6), que pretende acompanhar pessoalmente o cumprimento e os prazos das medidas aprovadas pelo governo federal. Durante reunião em Brasília, o petista declarou que quem não estiver disposto a executar as decisões da gestão deverá deixar o cargo.
“A partir de agora, além da Casa Civil, o Lulinha vai ser fiscal do cumprimento de cada coisa que a gente aprovar. Aprovou uma coisa, eu quero saber a data de entrega. E também quanto tempo. Quem não quiser fazer, cai fora. Porque o Brasil não pode esperar”, afirmou.
A declaração ocorreu durante uma reunião extraordinária do Conselho Nacional de Política Energética (CNPE). Na ocasião, Lula reforçou que pretende cobrar resultados da equipe ministerial e acompanhar os prazos de execução das ações aprovadas.
Lula já havia cobrado resultados dos ministros
A cobrança por entregas não é inédita. Em agosto de 2025, durante uma reunião ministerial para avaliar os resultados da gestão e projetar as ações até o fim do mandato, o presidente já havia demonstrado insatisfação com o ritmo de execução das medidas. Na ocasião, afirmou que o governo não tinha mais muito tempo e pediu que os ministros levassem os problemas diretamente a ele.
Lula durante reunião do CNPE. — Foto: Tauan Alencar/MME
O novo posicionamento ocorre em um contexto de preparação para o próximo mandato. Reeleito em outubro, Lula iniciará seu quarto período à frente da Presidência da República em janeiro de 2027. Entre os compromissos apresentados durante a campanha estão propostas relacionadas à renda, ao emprego, à tributação, à aposentadoria, ao crédito e à moradia.
A próxima gestão também deverá lidar com um Congresso Nacional de maioria formada por partidos de oposição e de centro. O cenário deve exigir articulações políticas e negociações para viabilizar a aprovação de propostas do governo.
Presidente também comenta equilíbrio das contas públicas
Durante o discurso, Lula também abordou o equilíbrio fiscal e defendeu a condução econômica de sua gestão. Segundo ele, eventuais medidas de ajuste nas contas públicas não devem transferir os custos para a população de baixa renda.
“A única coisa que eles têm que saber é que o pobre não pagará a conta”, declarou.
A fiscalização pessoal das entregas, segundo a fala do presidente, deverá complementar o trabalho da Casa Civil, responsável por coordenar a execução de políticas públicas entre os ministérios. A pasta é comandada pela ministra Miriam Belchior.
Reunião do Conselho Nacional de Política Energética
Lula fez as declarações durante encontro do Conselho Nacional de Política Energética (CNPE), órgão responsável por assessorar a Presidência da República na formulação de políticas para o setor energético.
Presidido pelo Ministério de Minas e Energia, o colegiado reúne representantes do governo, da sociedade civil e de instituições de ensino.
O conselho já participou de decisões importantes para o setor. Em agosto de 2024, aprovou a Política Nacional de Transição Energética. Em junho de 2025, também se reuniu com Lula para discutir medidas relacionadas aos combustíveis e à ampliação da mistura de biocombustíveis.