Ver Resumo
- O presidente Luiz Inácio Lula da Silva anunciou medidas para reduzir endividamento de famílias e empresas no país.
- Detalhes das ações serão apresentados na próxima segunda-feira (4).
- O programa Desenrola Brasil terá uma nova etapa, incluindo renegociação de dívidas como cartão de crédito e cheque especial.
- Dívidas poderão ser renegociadas com juros limitados a 1,99% ao mês e descontos variando entre 30% e 90% sobre o valor principal.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) declarou nesta quinta-feira (30) que o governo federal prepara um conjunto de medidas voltadas à redução do endividamento de famílias e empresas no país.
O anúncio foi feito durante pronunciamento em cadeia nacional de televisão em razão do Dia do Trabalhador, celebrado nesta sexta-feira (1º). Segundo ele, os detalhes das ações serão apresentados na próxima segunda-feira (4).
"Nós encontramos o Brasil e os brasileiros endividados. A dívida das famílias cresceu por anos e agora está sufocando uma parte da sociedade brasileira", disse o presidente Lula.
Durante o discurso, o presidente afirmou que o programa Desenrola Brasil terá uma nova etapa, abrangendo renegociações de dívidas como cartão de crédito, cheque especial, crédito direto ao consumidor (CDC) e também do Fundo de Financiamento Estudantil.
De acordo com Lula, os débitos poderão ser renegociados com juros limitados a 1,99% ao mês, além de descontos que podem variar entre 30% e 90% sobre o valor principal das dívidas.
O presidente também anunciou que trabalhadores poderão utilizar até 20% do saldo do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço para quitar parte de suas dívidas.
O ministro do Trabalho, Luiz Marinho, explicou na quarta-feira (29) que a operação será realizada entre instituições financeiras. A Caixa Econômica Federal ficará responsável por transferir os recursos do FGTS para o banco onde a dívida estiver registrada, mediante autorização do trabalhador.