- Governo brasileiro prioriza reverter tarifas impostas pelos EUA durante G7.
- Diplomatas brasileiros acreditam que encontro entre Lula e Trump pode ajudar nas negociações.
- Brasil tenta reverter tarifas desde 2025, com avanços em novembro de 2025.
- Tarifas de 25% são avaliadas como medida política, desconsiderando argumentos técnicos brasileiros.
A negociação das novas tarifas impostas pelos Estados Unidos está entre as principais prioridades do governo brasileiro durante a reunião do G7, grupo que reúne as sete maiores economias do mundo, realizada nesta semana. O governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva busca avançar nas tratativas para reverter as medidas anunciadas pelo presidente norte-americano Donald Trump no início de junho.
Segundo apuração da GloboNews, diplomatas brasileiros acreditam que uma reunião entre Lula e Trump pode ajudar a destravar as negociações em torno das tarifas. No entanto, o encontro bilateral ainda não foi confirmado. Além disso, o fato de os dois líderes não terem interagido durante a foto oficial do evento foi interpretado por integrantes do governo como um possível sinal de dificuldades nas conversas.
Brasil tenta reverter tarifas desde 2025
O Brasil vem tentando negociar a retirada das tarifas desde o ano passado, quando Trump anunciou as primeiras taxas sobre produtos brasileiros exportados para os Estados Unidos. Houve um avanço em novembro de 2025, quando a Casa Branca decidiu eliminar uma tarifa de 40% que incidia sobre diversos produtos brasileiros.
As novas tarifas de 25%, anunciadas neste mês, são avaliadas pelo governo brasileiro como uma medida de caráter mais político do que propriamente comercial. Segundo integrantes do governo, a decisão desconsidera argumentos técnicos apresentados por representantes brasileiros ao longo dos últimos meses durante as negociações.
Tarifas seguem estratégia adotada por Trump
Apesar das críticas do governo brasileiro, a medida segue um padrão já adotado por Donald Trump em outras ocasiões. O presidente norte-americano costuma utilizar tarifas de importação como instrumento de pressão em negociações comerciais e diplomáticas, buscando ampliar sua capacidade de barganha em acordos internacionais.