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Lula chama de “bandido” quem aumenta combustíveis e manda PF investigar abusos

Durante a Caravana Federativa, em São Paulo, presidente criticou reajustes no diesel, gasolina e álcool e afirmou que governo já acionou órgãos de fiscalização.

Lula aciona PF e Receita: investigação contra preços abusivos | Foto: Ricardo Stuckert / PR
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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva subiu o tom ao comentar o aumento nos preços dos combustíveis em meio aos reflexos da guerra no Irã. Durante a Caravana Federativa, realizada em São Paulo, Lula afirmou que há pessoas se aproveitando do cenário internacional para elevar os preços de forma abusiva e disse que o governo federal já acionou a Polícia Federal, a Receita Federal e os Procons para investigar os reajustes.

Na fala, o presidente criticou não apenas a alta no diesel, mas também os aumentos no preço da gasolina e do álcool, destacando que, em alguns casos, não haveria justificativa imediata para os reajustes nas bombas.

Lula critica aumentos e fala em lucro sobre a crise

Em um dos momentos mais fortes do discurso, Lula disse que existem pessoas tentando lucrar até com a dificuldade da população. “Tem bandido que quer ganhar dinheiro até com o enterro da mãe, até com a fome dos pobres, até com a miséria dos outros”, afirmou.

Segundo o presidente, o governo acompanha desde o início da semana a movimentação dos preços e considera que parte dos aumentos estaria sendo repassada de maneira indevida ao consumidor final.

Lula afirmou que, desde segunda-feira, o governo federal colocou órgãos de fiscalização para atuar diretamente na apuração de possíveis abusos no mercado de combustíveis. De acordo com ele, a Polícia Federal, a Receita Federal e os Procons foram mobilizados para identificar quem está elevando de forma injustificada, principalmente, o preço do diesel.

“Nós desde segunda-feira colocamos a Polícia Federal, colocamos a Receita Federal, colocamos os Procons para ir atrás de quem é que está aumentando de forma abusiva o preço do diesel”, disse.

Durante o discurso, Lula também defendeu que o impacto da guerra no Irã não pode ser automaticamente transferido para quem depende do combustível para trabalhar, como caminhoneiros e consumidores em geral. Para o presidente, não é aceitável que o custo de um conflito internacional seja usado como justificativa para reajustes imediatos e sem critério.

“Não é necessário aumentar nas bombas para o trabalhador. Não é possível transferir para o caminhoneiro o preço da guerra do Irã”, declarou.

Além do diesel, Lula chamou atenção para o aumento no preço da gasolina e do álcool, afirmando que esses combustíveis também registraram reajustes sem uma relação direta e imediata com o cenário externo.

Governo promete fiscalizar reajustes

A declaração do presidente ocorre em meio à preocupação com os efeitos da instabilidade internacional no mercado de energia. Com a escalada das tensões no Oriente Médio, o preço do petróleo tem sido acompanhado de perto, mas o governo sinaliza que não vai admitir aumentos considerados abusivos.

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