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Lula conversa com presidente da Colômbia sobre crise da Venezuela

Lula e Petro discutem a crise na Venezuela, condenam ação dos EUA e defendem soluções pacíficas. Entenda a preocupação dos líderes latino-americanos.

Gustavo Petro e Lula | Foto: Cristian Garavito/Presidência da Colômbia via Reuters
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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) conversou, nesta quinta-feira (8), com o presidente da Colômbia, Gustavo Petro, sobre a crise política na Venezuela, após o mandatário do país ter sido retirado do poder em uma ação conduzida pelos Estados Unidos no último fim de semana.

Em nota divulgada após a ligação, o governo brasileiro informou que os dois líderes concordaram que a situação venezuelana deve ser solucionada exclusivamente por meios pacíficos, com base no diálogo, na negociação e no respeito à vontade do povo da Venezuela.

Segundo o comunicado, Lula e Petro avaliaram que a ação norte-americana representa “um precedente extremamente perigoso para a paz e a segurança regionais, bem como para a ordem internacional”.

Ainda de acordo com a nota, ambos manifestaram “grande preocupação com o uso da força contra um país sul-americano”, ressaltando que a medida viola o direito internacional, a Carta das Nações Unidas e a soberania venezuelana. O Palácio do Planalto afirmou que os presidentes também saudaram o anúncio feito na tarde desta quinta-feira (8) pelo presidente da Assembleia Nacional da Venezuela de liberação de presos nacionais e estrangeiros.

Ontem, o presidente da Colômbia também conversou por telefone com o presidente dos EUA, Donald Trump. Segundo o norte-americano, eles falaram sobre a "situação das drogas" e sobre "as divergências que tiveram".

A ligação aconteceu após troca de farpas entre os dois presidentes. Trump afirmou nos últimos dias que uma ação também na Colômbia "soava bem". Após a declaração, Petro chamou Trump de senil.

"Brasil e Colômbia reafirmaram sua intenção de seguir cooperando em prol da paz e da estabilidade na Venezuela, país com o qual compartilham extensas fronteiras. Recordaram nesse contexto, os importantes contingentes de migrantes venezuelanos que têm acolhido nos últimos anos", diz a nota do governo.

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