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Lula convoca ministros para reunião após decisão dos Estados Unidos sobre tarifaço

Governo fará pronunciamento à imprensa após a reunião. Nova tarifa de 25%, que entra em vigor em 22 de julho, atingirá principalmente bens industriais e alguns produtos agrícolas.

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  • Presidente Lula reúne ministros para definir posição do governo diante da tarifa dos EUA.
  • Governo prevê pronunciamentos oficiais em Itamaraty e MDIC sobre a nova tarifa.
  • Decisão dos EUA gerou divergências sobre responsabilidades pela aplicação da tarifa.
  • USTR justificou tarifa com fatores econômicos, jurídicos e ambientais.
  • Secretário de Estado dos EUA acusou governo brasileiro de não negociar de boa-fé.
Presidente Lula em discurso | Foto: Washington Costa/Ministério da Fazenda
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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) reuniu ministros nesta quinta-feira (16), no Palácio do Planalto, para definir a posição do governo federal diante da decisão dos Estados Unidos de aplicar uma tarifa adicional de 25% sobre parte dos produtos brasileiros.

Participam da reunião o ministro da Fazenda, Dario Durigan, a ministra da Casa Civil, Miriam Belchior, o ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Márcio Elias Rosa, e o ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira. Após o encontro, o governo prevê dois pronunciamentos oficiais: um no Ministério das Relações Exteriores (Itamaraty) e outro no Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC).

Tarifa gera disputa política

A decisão do governo dos Estados Unidos provocou divergências sobre as responsabilidades pela medida. Integrantes da oposição atribuem a imposição da tarifa a falhas na condução das negociações pelo governo brasileiro. Já representantes do governo Lula afirmam que a decisão tem motivações políticas e ideológicas.

O Escritório do Representante de Comércio dos Estados Unidos (USTR) confirmou na quarta-feira (15) a aplicação da tarifa adicional de 25%, com vigência a partir de 22 de julho. A medida, no entanto, prevê uma lista de produtos isentos, entre eles petróleo, café e carne bovina, que permanecerão fora da nova cobrança.

Argumentos apresentados pelos EUA

Segundo o USTR, a decisão foi baseada em fatores econômicos, jurídicos e ambientais. Entre os pontos citados estão questões relacionadas ao comércio, ao acesso ao mercado, à propriedade intelectual, ao combate à corrupção, ao desmatamento ilegal e ao sistema brasileiro de pagamentos eletrônicos.

Embora a tarifa tenha caráter comercial, autoridades americanas também têm associado a medida a questões políticas. O secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, afirmou que o governo brasileiro não estaria negociando "de boa-fé", argumento rejeitado por integrantes do governo federal.

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