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Lula defende pioneirismo de biocombustíveis brasileiros e critica regras da União Europeia

Em evento na Alemanha, presidente questiona critérios ambientais do bloco econômico

Presidente Lula durante discurso em Hanôver, na Alemanha | Foto: RICARDO STUCKERT / PR
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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva defendeu, nesta segunda-feira (20), o papel de destaque dos biocombustíveis brasileiros e criticou o regulamento ambiental adotado pela União Europeia. As declarações foram feitas durante o Encontro Econômico Brasil-Alemanha, em Hanôver.

Segundo Lula, o etanol produzido a partir da cana-de-açúcar apresenta alta eficiência energética e baixa emissão de carbono.

Nosso etanol, de cana-de-açúcar, produz mais energia por hectare plantado, tem uma das menores pegadas de carbono do mundo e reduz emissões de até 90% em relação à gasolina.

Ele também destacou que, enquanto a UE projeta alcançar 50% de fontes renováveis até 2050, o Brasil teria atingido esse patamar já em 2025.

Presidente Lula cumprimenta Friedrich Merz, chanceler alemão - Foto: Ricardo Stuckert

Críticas à política ambiental europeia

Durante o discurso, Lula apontou o setor de transportes como um dos principais desafios para a descarbonização na Europa. Apesar disso, criticou a revisão das regras europeias para biocombustíveis. “Estão na mesa propostas que ignoram práticas de sustentabilidade no uso do solo brasileiro”, disse.

O presidente também mencionou que entrou em vigor, em janeiro, um mecanismo que classificou como “unilateral” para cálculo de emissões de carbono, que, segundo ele, desconsidera o perfil mais limpo da produção energética brasileira.

Essas iniciativas podem dificultar a oferta de energia limpa ao consumidor europeu em momento crítico. A elevação de padrões ambientais é necessária, mas não é correta. Adotar critérios que ignorem outras realidades e prejudicam os produtores brasileiros.

Impacto sobre energia limpa

Para Lula, essas medidas podem dificultar o acesso do consumidor europeu a fontes de energia mais limpas em um momento considerado crítico. Ele defendeu a elevação de padrões ambientais, mas criticou critérios que, na avaliação do governo brasileiro, não levam em conta diferentes realidades produtivas.

Defesa da transição energética

Ao final, o presidente reforçou a intenção do Brasil de avançar no desenvolvimento econômico com base na transição energética. Segundo ele, o país busca atrair investimentos ao oferecer energia mais barata e limpa, destacando o potencial nacional para projetos ligados à economia de baixo carbono.

(Com informações da Agência Brasil).

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