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Lula defende soberania do Brasil na ONU: 'Não cabe no quintal de ninguém'

Presidente defendeu não interferência de um país sobre o outro em meio à reta final da campanha brasileira; Lula têm manifestado preocupação com influência dos EUA nas eleições do Brasil.

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  • Presidente Lula defende soberania e não interferência em assuntos internos durante discurso na ONU.
  • Lula alerta sobre ingerência externa em eleições e defende relações baseadas em cooperação.
  • Brasil e EUA enfrentam tensão diplomática com possíveis interferências no processo eleitoral.
  • Lula afirma que Brasil pode conciliar desenvolvimento, redução de emissões e preservação ambiental.
  • Presidente menciona exploração de recursos naturais sem abandonar agenda ambiental e descarbonização.
Presidente Lula | Foto: Reprodução/YouTube
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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) voltou a defender a soberania dos países e o princípio da não interferência em assuntos internos durante o discurso de abertura do Debate Geral da 81ª Assembleia Geral da ONU, nesta terça-feira (22), em Nova York.

Ao abordar o papel do Conselho de Segurança das Nações Unidas, Lula afirmou que os países são chamados a escolher entre multilateralismo e unilateralismo e entre soberania e subordinação.

Este Conselho [de Segurança da ONU] agora deve se debruçar sobre temas determinantes sobre o futuro da humanidade. Somos chamados a optar entre o multilateralismo e o unilateralismo. Soberania ou subordinação?, afirmou.

Lula cita eleições e interferência externa

Lula também afirmou que o Brasil não deve se submeter aos interesses de outros países e defendeu relações internacionais baseadas em cooperação e desenvolvimento.

O Brasil não cabe no quintal de ninguém, disse o presidente.

Na sequência, Lula afirmou que diferenças ideológicas não devem impedir a integração entre países vizinhos e mencionou o que classificou como ingerência externa em processos eleitorais.

Diferenças ideológicas não devem ser obstáculo para maior integração entre vizinhos. A democracia está novamente em xeque. Voltamos a presenciar a ingerência externa em processos eleitorais, declarou.

A fala ocorre em um contexto de tensão diplomática entre Brasil e Estados Unidos. Lula e integrantes do governo brasileiro têm manifestado preocupação com possíveis interferências externas no processo eleitoral brasileiro e defendido que a escolha do próximo presidente cabe aos eleitores do país.

Relação com os Estados Unidos

O cenário também é marcado pelas tarifas adicionais impostas pelos Estados Unidos a produtos brasileiros, medida contestada pelo governo Lula. No cenário eleitoral brasileiro, Lula disputa a Presidência com o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ). Em maio, Flávio Bolsonaro foi recebido pelo presidente americano Donald Trump na Casa Branca durante viagem aos Estados Unidos.

Outros temas abordados por Lula

Além da soberania e das relações internacionais, Lula tratou de outros assuntos durante o discurso na ONU, entre eles:

  • combate ao crime organizado;
  • inteligência artificial;
  • negociações de paz;
  • tarifas e comércio internacional;
  • defesa do multilateralismo;
  • Pix.

Meio ambiente e exploração de recursos

Na área ambiental, Lula afirmou que o Brasil pode conciliar desenvolvimento econômico, redução de emissões e preservação ambiental. O presidente citou a redução do desmatamento e afirmou que o país é referência em energia limpa. Também defendeu a ideia de que “a floresta vale mais em pé”.

Ao mesmo tempo, Lula afirmou que o governo pretende continuar buscando a exploração de recursos naturais, como os existentes na Margem Equatorial e as terras raras utilizadas na transição energética. Segundo o presidente, a exploração desses recursos deve ocorrer sem abandonar a agenda ambiental e o processo de descarbonização. Lula também afirmou que as riquezas naturais brasileiras pertencem à população e devem ser utilizadas em benefício dos brasileiros.

Brasil abre tradicionalmente o debate geral

A Assembleia Geral da ONU reúne os representantes dos 193 Estados-membros e é o principal fórum da organização para a apresentação das posições e prioridades dos países sobre temas internacionais.

O Brasil abre tradicionalmente o Debate Geral desde 1955. Em 2026, Lula foi seguido pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.

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