- Presidente Lula anuncia quatro pautas prioritárias para o Brasil.
- Temas incluem fim da escala 6x1, PEC da Segurança Pública e Marco Legal dos Minerais Críticos.
- Propostas devem ser votadas na próxima semana, antes das eleições de 4 de outubro.
- PEC da 6x1 pode ser votada na CCJ em 2 de setembro, com possibilidade de aceleração.
- Alcolumbre não descarta aceleração da votação, mas evita promessas aos aliados.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) declarou nesta quarta-feira (26) que o Brasil reúne condições para avançar em quatro pautas prioritárias: o fim da escala 6x1, a chamada "taxa das blusinhas", a PEC da Segurança Pública e o Marco Legal dos Minerais Críticos.
A fala aconteceu pouco antes de um encontro do petista com o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), e o do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP). Segundo Lula, os quatro temas serão tratados "com a urgência que o povo brasileiro precisa".
Em publicação nas redes sociais, o presidente reforçou o tom da agenda: "Hoje é um dia importante para o nosso futuro" e afirmou que o país está pronto para avançar nessas pautas "para garantir mais tempo e segurança para as famílias brasileiras".
A previsão do Palácio do Planalto é que as propostas ganhem força na próxima semana, período que marca as últimas sessões do Congresso antes da eleição de 4 de outubro.
PEC da 6x1 pode ser votada na CCJ na quarta que vem
A proposta que prevê a redução da jornada de trabalho tramita atualmente na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) e tem votação prevista para o dia 2 de setembro. Nos bastidores, aliados do presidente já articulam para que o texto avance também no plenário do Senado na mesma data.
O rito para aprovação de uma PEC exige passagem pela CCJ e, em seguida, dois turnos de votação no plenário. Entre o primeiro e o segundo turno, a regra prevê um intervalo mínimo de cinco dias úteis.
Apesar disso, parlamentares governistas defendem que esse prazo pode ser reduzido caso haja articulação política suficiente, citando precedentes em que os dois turnos de votação ocorreram em sequência.
Davi Alcolumbre, por sua vez, não descartou essa possibilidade, mas também evitou fazer promessas aos aliados do governo. A expectativa entre os senadores é de que a conversa direta entre Lula e o presidente do Senado seja decisiva para destravar o cronograma.