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Lula diz que vai fiscalizar entregas do governo e cobra prazos: ‘Quem não quiser fazer, cai fora’

Presidente afirmou que acompanhará pessoalmente a execução das medidas; cobrança ocorre após reeleição e diante de um Congresso com maioria de oposição

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  • Presidente Lula afirma que acompanhará pessoalmente o cumprimento das medidas aprovadas e prazos de execução.
  • Reunião do CNPE em Brasília discutiu políticas energéticas e prazos para execução de iniciativas.
  • Lula reforça que não tolerará inexecução de decisões e que o Brasil não pode esperar por resultados.
  • Presidente enfrenta desafios no Congresso e nas contas públicas, com foco em evitar impactos na população de baixa renda.
  • Ministério de Minas e Energia preside CNPE, órgão responsável por políticas energéticas e decisões de amplo alcance.
O presidente Lula durante reunião no Ministério de Minas e Energia nesta sexta-feira (6) | Foto: Tauan Alencar/MME
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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou nesta sexta-feira (6) que passará a acompanhar pessoalmente o cumprimento das medidas aprovadas pelo governo e os prazos para a execução de cada iniciativa. Segundo ele, integrantes da gestão que não estiverem dispostos a cumprir as decisões deverão deixar seus cargos.

“A partir de agora, além da Casa Civil, o Lulinha vai ser fiscal do cumprimento de cada coisa que a gente aprovar. Aprovou uma coisa, eu quero saber a data de entrega. E também quanto tempo. Quem não quiser fazer, cai fora. Porque o Brasil não pode esperar”, declarou.

A fala ocorreu durante uma reunião extraordinária do Conselho Nacional de Política Energética (CNPE), em Brasília.

A cobrança por prazos e resultados não é inédita. Em agosto de 2025, durante uma reunião ministerial para avaliar a gestão e projetar as entregas até o fim do mandato, Lula já havia afirmado que o governo não tinha mais muito tempo e cobrado que os ministros apresentassem os problemas diretamente a ele.

Presidente quer acompanhar prazos e resultados

Na declaração desta sexta-feira, Lula acrescentou que pretende fiscalizar pessoalmente as datas e os prazos de execução das medidas aprovadas, além do trabalho de acompanhamento realizado pela Casa Civil.

O órgão, atualmente comandado pela ministra Miriam Belchior, tem entre suas atribuições coordenar a execução de políticas públicas entre os ministérios. Com a declaração, o presidente sinalizou que também pretende monitorar diretamente o andamento das iniciativas do governo.

desafios no Congresso e nas contas públicas

A cobrança ocorre após a reeleição de Lula em outubro. O presidente inicia seu quarto mandato em janeiro de 2027 e terá pela frente o desafio de cumprir os compromissos apresentados durante a campanha, que incluem propostas para áreas como renda, emprego, impostos, aposentadoria, crédito e moradia.

Outro obstáculo será a composição do Congresso Nacional, que terá maioria de oposição e partidos de centro. Com menos espaço para o PT e seus aliados, o governo deverá ampliar as negociações para conseguir aprovar projetos e transformar as propostas em medidas efetivas.

Durante o mesmo discurso, Lula também abordou o equilíbrio das contas públicas. O presidente defendeu a condução fiscal do governo e afirmou que eventuais medidas de ajuste não deverão impor sacrifícios à população de baixa renda.

“A única coisa que eles têm que saber é que o pobre não pagará a conta”, declarou.

Reunião discutiu política energética

Lula fez as declarações durante uma reunião do Conselho Nacional de Política Energética (CNPE), principal órgão de assessoramento da Presidência da República para a formulação de políticas na área de energia.

O conselho é presidido pelo Ministério de Minas e Energia e reúne representantes do governo, da sociedade civil e de instituições de ensino.

O colegiado já foi responsável por decisões de amplo alcance. Em agosto de 2024, por exemplo, aprovou a Política Nacional de Transição Energética.

Em junho de 2025, o conselho voltou a se reunir com a participação de Lula para discutir medidas relacionadas aos combustíveis e à ampliação da mistura de biocombustíveis.

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