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Lula embarca hoje rumo à Ásia para ampliar comércio e reforçar alianças

Viagem reúne comércio, tecnologia, agro e geopolítica em estratégia para ampliar mercados; presidente retorna ao Brasil no próximo dia 24

Presidente Lula (PT) e primeira-dama | Foto: Reprodução
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Na véspera do início do período eleitoral, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) inicia nesta terça-feira (17) uma viagem oficial à Ásia considerada estratégica pelo governo. A agenda busca fortalecer a presença do Brasil no cenário internacional e ampliar oportunidades comerciais em meio a um contexto global marcado por tensões geopolíticas, reconfiguração das cadeias produtivas e disputa por tecnologia e recursos naturais.

A primeira parada será na Índia, atendendo a convite do primeiro-ministro Narendra Modi. No país, estão previstos encontros bilaterais, participação na Cúpula de Inteligência Artificial e reuniões com representantes do setor empresarial. Após os compromissos, a comitiva segue para a Coreia do Sul.

BRASIL E ÍNDIA

De acordo com o Itamaraty, o atual cenário internacional ampliou a relevância política da relação entre Brasil e Índia, vista como uma aliança estratégica entre grandes economias emergentes. O governo brasileiro considera essa parceria fundamental para fortalecer o multilateralismo, defender a reforma do Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas e alinhar posições sobre temas como soberania, democracia e conflitos internacionais, incluindo a situação em Gaza.

Além da dimensão diplomática, a visita tem foco significativo na área econômica. O Palácio do Planalto pretende aproveitar o peso político da agenda presidencial para avançar em negociações comerciais e industriais, expandir o acordo de preferências tarifárias entre Mercosul e Índia e ampliar a participação brasileira em cadeias globais ligadas a minerais estratégicos, tecnologia e produção de alimentos.

AGRONEGÓCIO EM DESTAQUE

Dentro desse movimento de aproximação, o agronegócio surge como um dos principais pontos da pauta bilateral. A delegação brasileira busca ampliar o acesso ao mercado indiano, discutindo a criação de cotas para exportação de feijão guandu e o início de negociações sobre as tarifas aplicadas pela Índia à carne de frango, que atualmente chegam a cerca de 100% e limitam a entrada do produto brasileiro no país.

Segundo o secretário de Comércio e Relações Internacionais do Ministério da Agricultura e Pecuária, Luis Rua, o objetivo é estabelecer mecanismos que garantam maior previsibilidade nas relações comerciais com a Índia, considerada um mercado prioritário pelo governo brasileiro devido ao grande potencial de consumo e à instabilidade da produção agrícola local.

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