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Lula lança nova etapa do Celular Seguro e amplia ações contra roubo e receptação

A cerimônia foi realizada na Base Aérea de Guarulhos e contou com a presença do ministro da Justiça e Segurança Pública, Wellington Dias, e do secretário nacional de Segurança Pública, Chico Lucas.

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  • Presidente Lula lança nova fase do Programa Celular Seguro em Guarulhos, SP, com foco em combate ao mercado ilegal de celulares.
  • Decreto transforma programa em política pública permanente, criando o Banco Nacional de Celulares com Restrição (BNCR).
  • Novo sistema reunirá dados de bases públicas e privadas para identificar e recuperar aparelhos roubados ou furtados.
  • Modo Recuperação permite monitoramento nacional de celulares em circulação irregular, facilitando ações de recuperação.
  • Ferramenta pública de consulta por IMEI será criada para auxiliar na compra de celulares usados e evitar aquisição de aparelhos roubados.
Lula lança nova etapa do Celular Seguro | Foto: Reprodução/YouTube
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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva participou nesta terça-feira (23), em Guarulhos (SP), do lançamento de uma nova etapa do Programa Nacional Celular Seguro, iniciativa que passa a contar com uma base nacional integrada para recuperar celulares roubados, furtados ou extraviados e ampliar o combate ao mercado ilegal de aparelhos no país.

A cerimônia foi realizada na Base Aérea de Guarulhos e contou com a presença do ministro da Justiça e Segurança Pública, Wellington Dias, e do secretário nacional de Segurança Pública, Chico Lucas.

Decreto transforma programa em política permanente

Durante o evento, Lula assinou um decreto que transforma o antigo Projeto Celular Seguro em uma política pública permanente do Estado brasileiro. A medida também cria oficialmente o Banco Nacional de Celulares com Restrição (BNCR), ferramenta que será utilizada para fortalecer o combate aos crimes envolvendo aparelhos celulares.

Até então, o programa tinha como foco principal a proteção individual das vítimas, permitindo o bloqueio dos aparelhos após o registro de ocorrências de roubo, furto ou perda. Com a nova fase, o governo federal pretende atuar também sobre a cadeia econômica que alimenta o roubo, o furto e a receptação de celulares, buscando enfraquecer o comércio ilegal desses dispositivos.

Secretário Chico Lucas com o presidente Lula durante lançamento da nova fase do Celular Seguro - Imagem: Reprodução/YouTube

Banco Nacional reunirá informações de todo o país

O Banco Nacional de Celulares com Restrição reunirá informações provenientes de diferentes bases públicas e privadas, criando um sistema nacional de consulta e monitoramento. A ferramenta permitirá que as autoridades identifiquem aparelhos com registros de roubo, furto ou extravio em qualquer região do país, facilitando a recuperação dos dispositivos e dificultando sua revenda no mercado clandestino.

Segundo o governo, a proposta é dificultar a circulação de celulares roubados e tornar esse tipo de crime menos lucrativo para organizações criminosas e receptadores. Com a integração das informações em uma única base nacional, a expectativa é aumentar a eficiência das investigações e fortalecer as ações de segurança pública em todo o território brasileiro.

Celular concentra identidade digital dos brasileiros

A nova política parte do entendimento de que o telefone celular deixou de ser apenas um bem material. O aparelho reúne, hoje, informações sensíveis da vida cotidiana dos cidadãos, como aplicativos bancários, documentos digitais, senhas, meios de pagamento, autenticações eletrônicas e acesso a serviços públicos.

Com isso, o roubo ou furto de um celular pode gerar prejuízos muito além do valor do aparelho. A exposição de dados pessoais e financeiros amplia os riscos para as vítimas e exige mecanismos mais robustos de proteção patrimonial e digital.

O novo banco de dados será coordenado nacionalmente pela Secretaria Nacional de Segurança Pública (Senasp), vinculada ao Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP). A plataforma integrará informações do Programa Celular Seguro, boletins de ocorrência registrados pelas Polícias Civis, operadoras de telefonia, sistemas nacionais de segurança pública, Cadastro de Estações Móveis Impedidas (CEMI), da Anatel, e ABR Telecom.

De acordo com o governo, a base já será lançada com integração aos 26 estados e ao Distrito Federal. Inicialmente, o sistema contará com mais de 2,9 milhões de aparelhos aptos à recuperação.

Modo Recuperação busca atingir cadeia da receptação

Uma das principais novidades da nova fase do Celular Seguro é o chamado Modo Recuperação. Nesse formato, o aparelho registrado como roubado, furtado ou extraviado não é bloqueado imediatamente. O número IMEI permanece ativo e passa a ser monitorado em âmbito nacional.

Quando uma nova linha telefônica for habilitada no dispositivo, o sistema identificará o uso do aparelho e dará início ao fluxo de recuperação. A medida pretende permitir que as autoridades localizem celulares em circulação irregular e atuem para interromper o mercado de receptação.

Com a integração entre bases públicas e operadoras de telefonia, o governo poderá identificar aparelhos com registro de roubo ou furto que estejam sendo utilizados por terceiros. A partir daí, usuários poderão receber notificações para devolução voluntária e regularização da situação junto às autoridades policiais.

A estratégia, segundo o governo, prioriza a boa-fé do cidadão. A intenção é diferenciar quem pode ter comprado um aparelho sem saber da restrição daqueles que atuam diretamente na cadeia criminosa de receptação.

Consulta por IMEI antes da compra

Outra inovação anunciada é a criação de uma ferramenta pública de consulta para quem pretende comprar um celular usado. Antes da aquisição, o cidadão poderá verificar, pelo aplicativo ou pelo portal do Celular Seguro, se o aparelho possui algum tipo de restrição.

A consulta será feita a partir do número IMEI, código de identificação único de cada celular. O sistema apresentará apenas duas respostas possíveis: “Sem Restrição” ou “Com Restrição”.

Segundo o governo, esse modelo foi estruturado em conformidade com a Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD), evitando a exposição de informações pessoais e limitando o retorno da consulta ao status do aparelho.

Polícias Civis terão papel central na recuperação

A recuperação dos celulares ficará sob responsabilidade das Polícias Civis dos estados. A medida reforça a cooperação entre União, estados e Distrito Federal dentro do Sistema Único de Segurança Pública (Susp).

A nova etapa do Celular Seguro foi inspirada em experiências já adotadas em estados como Piauí, Amazonas, Bahia e Ceará. Nessas unidades da federação, tecnologias semelhantes possibilitaram a recuperação de milhares de aparelhos.

Com a base nacional, a expectativa é ampliar o alcance dessas ações e padronizar a atuação das autoridades de segurança pública em todo o país. A integração nacional também deve facilitar a identificação de aparelhos que circulam em estados diferentes daqueles onde foram roubados ou furtados.

O QUE É IMEI

IMEI significa Identidade Internacional de Equipamento Móvel. É um código de 15 dígitos, semelhante ao RG de um celular. Ele identifica cada aparelho no mundo e é fundamental para:

  • registrar o dispositivo;
  • permitir acesso às redes móveis;
  • bloquear e rastrear o aparelho em caso de perda ou roubo.

COMO ENCONTRAR O IMEI – Você pode localizar o IMEI de diferentes formas:

  • Na caixa do celular – geralmente impresso na parte externa da embalagem.
  • Atrás da bateria – em modelos com bateria removível.
  • No próprio aparelho – abra o discador e digite: *#06#. O código aparecerá automaticamente.
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