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Lula participa da cúpula do G7 na França e especialistas especulam bom diálogo com Trump

Presidente brasileiro defenderá multilateralismo e criticará práticas protecionistas no comércio internacional.

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  • O presidente Lula embarca na França para a Cúpula do G7.
  • Ele não prevê reunião bilateral com Trump, mas pode conversar informalmente.
  • Lula defenderá o multilateralismo e criticará práticas protecionistas no comércio internacional.
  • O Brasil busca ampliar a participação dos países emergentes nos principais debates globais.
Presidente dos EUA, Donald Trump, ao lado do presidente do Brasil, Luiz Inácio Lula d Silva | Foto: Ricardo Stuckert/PR
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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) embarca neste domingo (14) para a cidade de Évian-les-Bains, na França, onde participará da Cúpula do G7. Apesar da presença do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, o governo brasileiro não prevê a realização de uma reunião bilateral entre os dois líderes durante o evento.

Segundo integrantes do Palácio do Planalto, não houve iniciativa para solicitar um novo encontro entre Lula e Trump. A avaliação do governo é de que uma nova agenda formal não se faz necessária neste momento, considerando a reunião recente realizada entre os presidentes na Casa Branca.

Com isso, a possibilidade de um encontro estruturado, semelhante ao realizado na Malásia em outubro de 2025, é considerada remota. Ainda assim, interlocutores não descartam uma conversa informal caso ambos se encontrem durante as atividades da cúpula, em formato semelhante ao contato ocorrido na Assembleia Geral das Nações Unidas, em setembro do ano passado.

Relação entre Brasil e Estados Unidos

Desde a reunião na Casa Branca, alguns episódios contribuíram para aumentar as tensões diplomáticas entre os dois países. Entre eles estão a decisão do governo norte-americano de classificar facções criminosas brasileiras como organizações terroristas e as ameaças de imposição de novas tarifas comerciais sobre produtos brasileiros.

Nos discursos previstos para a cúpula, Lula deve defender o multilateralismo e criticar práticas consideradas protecionistas ou unilaterais no comércio internacional. No entanto, integrantes da diplomacia brasileira afirmam que o presidente evitará citar diretamente os Estados Unidos ou as medidas tarifárias defendidas por Trump.

A estratégia do governo é abordar o tema de forma ampla, sem direcionar críticas a países específicos durante um encontro multilateral.

Espaço para países emergentes

Durante sua participação no G7, Lula deve reforçar uma pauta já apresentada em fóruns como o G20 e os Brics: a necessidade de ampliar a participação dos países emergentes nos principais debates globais.

O Brasil participará das sessões destinadas aos países convidados. Na terça-feira (16), os debates serão voltados às parcerias internacionais. Já na quarta-feira (17), os líderes discutirão estratégias para promover um crescimento econômico mais equilibrado.

Também está prevista uma reunião-almoço dedicada ao debate sobre o papel das grandes empresas de tecnologia e mecanismos de responsabilização das chamadas big techs.

Encontros bilaterais confirmados

Além das atividades da cúpula, Lula terá reuniões bilaterais com a primeira-ministra do Japão, Sanae Takaichi, e com o presidente da França, Emmanuel Macron, anfitrião do encontro.

O encontro com a líder japonesa é considerado estratégico para o avanço das negociações envolvendo um possível acordo de livre comércio entre o Mercosul e o Japão.

Negociação entre Mercosul e Japão

Integrantes do governo brasileiro avaliam que as conversas para a abertura das negociações vêm avançando nos últimos meses. Existe a expectativa de que o lançamento formal das tratativas possa ocorrer durante a própria Cúpula do G7 ou na reunião de chefes de Estado sul-americanos prevista para o fim do mês, no Paraguai.

O início das negociações representaria o estabelecimento das bases para um futuro acordo comercial entre os blocos.

Segundo auxiliares do presidente, as mudanças recentes no cenário do comércio internacional, especialmente diante das medidas tarifárias anunciadas pelos Estados Unidos, têm incentivado diversos países a diversificarem suas parcerias econômicas.

Nesse contexto, o governo brasileiro avalia que o Mercosul vive um momento favorável para ampliar sua rede de acordos de livre comércio e fortalecer sua inserção nos mercados internacionais.

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