O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) interrompeu, neste domingo (2), a programação da convenção nacional do PT, em São Paulo, para convidar a primeira-dama Rosângela da Silva, a Janja, a discursar no evento. Antes de iniciar a parte final de sua fala, Lula afirmou que houve uma falha na organização da convenção ao não incluir uma mulher entre os oradores.
Não é possível que a gente tenha esquecido do principal evento da nossa campanha, não ter colocado uma mulher para falar, declarou.
O presidente também afirmou que Janja não estava prevista na programação oficial.
Como a minha querida companheira Janja não estava no script, não está na agenda de ninguém, eu quero que ela, em nome das pessoas que participam do Pacto Contra o Feminicídio, fale para as mulheres aqui, disse.
Discurso voltado às mulheres
Após ser chamada ao palco, Janja fez um discurso direcionado ao público feminino e afirmou que as mulheres terão papel decisivo na campanha pela reeleição de Lula.
É difícil porque a gente precisa estar todo dia se reafirmando, né, mulherada? Todo dia, todo dia, afirmou.
A primeira-dama também destacou a rotina enfrentada por muitas mulheres brasileiras e disse acreditar que esse público será fundamental na disputa eleitoral.
Somos nós, mulheres, que labutamos todo dia, levantamos fazendo a marmita do nosso marido, levando nossos filhos para a escola, trabalhando de sol a sol, pegando transporte coletivo, chegando em casa 10 horas da noite, limpando a casa. Somos nós, mulheres, que vamos eleger você novamente, declarou.
Defesa de políticas públicas
Durante o discurso, Janja afirmou ter orgulho de acompanhar Lula nos últimos quatro anos e defendeu a continuidade de políticas públicas voltadas à inclusão social. Segundo a primeira-dama, o objetivo é fortalecer programas do governo para que se tornem políticas de Estado.
São as políticas públicas que transformam a realidade do país. Por isso eu trabalho para que as políticas públicas do seu governo se transformem em políticas de Estado e para que a gente rume para um Brasil em pleno desenvolvimento, reconhecido mundialmente por suas políticas de inclusão, afirmou.