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Lula supera 80% em polos da Bahia e desafia estratégia da oposição, diz cientista político

As peças publicitárias exibidas recentemente na televisão da Bahia apostam na construção da imagem de um gestor eficiente, aliada a um discurso de oposição ao Partido dos Trabalhadores

Presidente Luiz Inácio Lula da Silva | Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil
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Uma análise do cientista político Claudio André indica que a estratégia adotada pelo União Brasil nas inserções partidárias do pré-candidato ao governo da Bahia, ACM Neto, pode ter alcance limitado junto a parte significativa do eleitorado baiano.

Segundo o estudo, as peças publicitárias exibidas recentemente na televisão da Bahia apostam na construção da imagem de um gestor eficiente, aliada a um discurso de oposição ao Partido dos Trabalhadores. No entanto, o autor avalia que essa abordagem tende a dialogar mais com eleitores já alinhados ao candidato, sem necessariamente conquistar novos votos.

Distribuição do eleitorado

O levantamento destaca dados de três regiões estratégicas do estado: o Território Metropolitano de Salvador, o Portal do Sertão e o Sudoeste Baiano, que juntos concentram cerca de 35,9% do eleitorado.

Na região metropolitana de Salvador, por exemplo, ACM Neto venceu em apenas cinco dos 13 municípios. Já o presidente Luiz Inácio Lula da Silva apresentou forte desempenho, ultrapassando 80% dos votos em cidades como São Sebastião do Passé, São Francisco do Conde e Candeias, além de superar 70% na capital.

Força do lulismo

Nos demais territórios analisados, o cenário também evidencia a predominância do eleitorado alinhado ao campo petista. No Portal do Sertão, o atual governador Jerônimo Rodrigues venceu em 16 dos 17 municípios, com Lula superando 73% dos votos em todos eles.

Já no Sudoeste Baiano, ACM Neto obteve vitória apenas em Vitória da Conquista, enquanto o desempenho de Lula seguiu elevado em diversas cidades da região.

Cenário político para 2026

De acordo com o professor, os dados indicam uma base consolidada de apoio ao campo governista na Bahia, o que pode representar um desafio para estratégias que não dialoguem diretamente com esse eleitorado.

O texto também aponta que, para as eleições de 2026, o grupo político alinhado ao governo federal tende a se apresentar fortalecido, com nomes como Jaques Wagner, Rui Costa e o próprio Jerônimo Rodrigues, o que pode influenciar o cenário eleitoral no estado.

A análise levanta, ainda, questionamentos sobre a viabilidade de uma estratégia que desconsidere o peso político do lulismo na Bahia, especialmente diante do histórico recente das eleições.

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