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Mackenzie proíbe atos políticos após assembleia estudantil pró-Lula

Reitoria citou segurança e bem-estar da comunidade acadêmica após mobilização no campus de Higienópolis

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  • Universidade Mackenzie proíbe manifestações políticas no campus após convocação do coletivo "Mack com Lula".
  • Reitoria justificou a decisão com a necessidade de preservar a segurança e o bem-estar da comunidade acadêmica.
  • Manifestação foi organizada em resposta a ameaças atribuídas ao grupo "Comando de Caça aos Comunistas".
  • Local da mobilização tem histórico de conflitos, incluindo a Batalha da Maria Antônia em 1968.
  • Estudantes da USP também se manifestaram com apoio ao candidato Flávio Bolsonaro e imagens de Jesus Cristo.
Fachada da Universidade | Foto: Divulgação
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A Universidade Presbiteriana Mackenzie proibiu a realização de manifestações político-partidárias dentro do campus de Higienópolis, em São Paulo, após estudantes do coletivo “Mack com Lula” convocarem uma assembleia para discutir ações políticas relacionadas ao segundo turno das eleições. O comunicado foi divulgado pela reitoria na terça-feira (6) e justificou a decisão pela necessidade de preservar a segurança e o bem-estar da comunidade acadêmica.

Reitoria diz que não autorizou atos

No comunicado, assinado pelo reitor Marco Tullio de Castro Vasconcelos, o Mackenzie afirmou ter tomado conhecimento, pelas redes sociais, de eventos político-partidários que seriam realizados nas dependências da instituição sem conhecimento ou autorização prévia.

Segundo a universidade, integrantes da comunidade acadêmica manifestaram preocupação com as mobilizações. A partir disso, a reitoria determinou a não autorização de manifestações partidárias dentro do campus.

A medida ocorreu após o coletivo estudantil “Mack com Lula” convocar uma assembleia no Bosque da FAU, espaço da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo (FAU), para discutir um calendário de ações políticas dentro e fora da universidade após o resultado do primeiro turno.

Grupos de estudantes se mobilizam

A movimentação também provocou uma reação entre estudantes contrários ao grupo. Segundo as informações divulgadas, um grupo de WhatsApp chamado “Caça aos Comunistas” passou a articular uma mobilização para fazer contraponto ao ato organizado pelo coletivo pró-Lula.

A manifestação anunciada pelos estudantes ocorreu fora das dependências do Mackenzie, na Rua Maria Antônia, na região da Consolação. Nas redes sociais, o “Mack com Lula” convocou estudantes para uma mobilização apresentada como sendo “em defesa do nosso futuro e da nossa democracia”.

Em nota, Matheus das Neves, estudante de Direito, diretor da União Nacional dos Estudantes (UNE) e do Diretório Central dos Estudantes (DCE) Rubens Paiva, criticou a decisão da universidade e afirmou que o grupo organizou a manifestação em resposta às ameaças atribuídas a estudantes que se identificam com o nome CCC.

“Em desagravo às ameaças feitas contra nossa mobilização promovidas por um pequeno grupo de estudantes que se denominam CCC – Comando de Caça dos Comunistas, que não representam essa Universidade, convocamos uma manifestação na histórica Rua Maria Antônia, para reafirmar a verdadeira vocação democrática e combativa dos mackenzistas, inspirados no legado dos egressos Rubens e Eunice Paiva, e manifestar nosso apoio irrestrito à reeleição do presidente Lula”

Rua Maria Antônia tem histórico de conflitos

A escolha do local para a manifestação também tem relação com a história da região. A Rua Maria Antônia foi cenário, em outubro de 1968, da chamada Batalha da Maria Antônia, confronto entre estudantes da então Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras da Universidade de São Paulo (USP) e integrantes ligados ao Mackenzie e ao Comando de Caça aos Comunistas (CCC), durante a ditadura militar.

O conflito ocorreu nos dias 2 e 3 de outubro daquele ano e terminou com a morte do estudante secundarista José Carlos Guimarães, de 20 anos, além de dezenas de feridos e da destruição do prédio da Faculdade de Filosofia da USP.

A USP registra que o episódio envolveu ataques com pedras, coquetéis molotov, tiros e outros artefatos, em um contexto de forte polarização política entre os grupos estudantis.

Estudantes também se manifestaram na USP

Na manhã desta quinta-feira (8), outro grupo de estudantes esteve na Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas (FFLCH) da USP, onde foram colocados cartazes em apoio ao candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL) e imagens de Jesus Cristo.

Entre os participantes estava Benjamin Pontes, estudante de Direito do Mackenzie e influenciador com mais de 970 mil seguidores no Instagram. Em publicações nos stories, ele criticou o apoio do DCE do Mackenzie à manifestação organizada pelo coletivo “Mack com Lula”.

A mobilização ocorre em meio à disputa do segundo turno da eleição presidencial, após a definição dos candidatos que avançaram na votação de 4 de outubro.

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