Um meme que circula nas redes sociais tem provocado repercussão ao sugerir, em tom de deboche, que Michelle Bolsonaro poderia receber o auxílio-reclusão em razão da prisão do marido. Apesar da viralização do conteúdo, a hipótese não encontra respaldo legal.
RENDA E VÍNCULO PARTIDÁRIO
Atualmente, a ex-primeira-dama possui renda considerada elevada. Em 2025, Michelle recebeu R$ 411 mil em salários como dirigente nacional do PL, partido ao qual é vinculada por meio de contrato formal de trabalho. Os documentos apresentados ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) indicam uma remuneração bruta mensal de R$ 46 mil, com registro em carteira.
REGRAS DO AUXÍLIO-RECLUSÃO
O auxílio-reclusão é um benefício previdenciário destinado a dependentes de segurados do INSS que estejam cumprindo pena em regime fechado. Podem ter direito cônjuges, filhos menores de 21 anos ou inválidos, além de pais dependentes, desde que comprovem baixa renda.
Para que o benefício seja concedido, o segurado preso deve ter contribuído para o INSS por no mínimo 24 meses antes da detenção. O valor pago corresponde a um salário mínimo mensal.
INCOMPATIBILIDADE
Diante das regras vigentes, Michelle Bolsonaro não se enquadra nos critérios exigidos, já que possui renda própria significativa e não atende ao requisito de dependência econômica previsto na legislação previdenciária.
DISCURSO POLÍTICO
O tema também chama atenção pelo contraste político. O auxílio-reclusão é frequentemente alvo de críticas de lideranças e apoiadores do bolsonarismo, que costumam associar o benefício a discursos contra políticas sociais, apesar de sua previsão legal e critérios restritivos.