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Milton Leite passa mal antes de audiência de custódia e vai para hospital

Ex-presidente da Câmara de São Paulo alegou indisposição neste sábado (19), em Mogi das Cruzes

Ex-presidente da Câmara Municipal de SP, Milton Leite (União Brasil), é alvo de mandado de prisão | Foto: Afonso Braga/Câmara Municipal de SP
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O ex-presidente da Câmara Municipal de São Paulo, Milton Leite, passou mal neste sábado (19) enquanto aguardava a audiência de custódia após ser preso em Mogi das Cruzes, na Grande São Paulo. Ele pediu atendimento médico e foi levado por policiais a um pronto-socorro da cidade. Por causa da indisposição, não chegou a participar da audiência no horário previsto, e o procedimento deverá ocorrer de forma virtual.

Atendimento médico

Segundo uma fonte ligada à investigação, Milton Leite estava na fila para a audiência quando passou mal e precisou ser socorrido.

“Estava na fila da custódia, mas passou mal e foi socorrido antes da audiência.”

Até o momento, não foram divulgadas informações sobre os sintomas apresentados nem sobre o estado de saúde do ex-vereador.

A audiência de custódia é o procedimento em que a Justiça verifica as circunstâncias da prisão e analisa, entre outros pontos, se a prisão deve ser mantida.

Prisão temporária

Milton Leite se entregou à Polícia Civil de São Paulo (PC-SP) na tarde de sexta-feira (18), em uma delegacia de Mogi das Cruzes. Ele era alvo de um mandado de prisão temporária expedido no âmbito da Operação Vectura Corrupta, deflagrada na quinta-feira (17).

A operação investiga uma suposta infiltração do Primeiro Comando da Capital (PCC) no transporte público e no poder público de São Paulo. Segundo os investigadores, Leite seria o “dono de fato” da empresa de ônibus Transwolff e teria participação na operação de empresas que estariam sob influência da facção. Milton Leite nega as acusações e afirma ser inocente.

Operação Vectura Corrupta

A ação cumpriu 16 mandados de prisão e 18 de busca e apreensão em cidades como São Paulo, Santana de Parnaíba, São Bernardo do Campo, Diadema, Santos, Praia Grande e Cubatão. Entre os investigados também estão o ex-presidente da SPTrans, Levi dos Santos Oliveira, e o ex-candidato à Prefeitura de Praia Grande Danilo Marco Morgado Silva.

Segundo a investigação, o grupo teria atuado em diferentes áreas, incluindo empresas de transporte, licitações, articulações políticas e financiamento de campanhas eleitorais. A apuração também alcança a chamada “Sintonia dos Gravatas”, núcleo que, segundo os investigadores, reuniria advogados que atuariam em benefício da organização criminosa.

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