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Milton Leite se entrega à polícia após ser alvo de operação que investiga PCC

Ex-vereador era alvo de prisão temporária e havia afirmado que se apresentaria para provar inocência

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  • Ex-vereador Milton Leite se entrega à polícia em Mogi das Cruzes após mandado de prisão da Operação Vectura Corrupta.
  • Policia apreende R$ 686 mil em imóvel de assessor de Leite durante buscas na Operação Vectura Corrupta.
  • Investigação aponta ligação de Leite com empresas sob controle do PCC, incluindo a Transwolff.
  • Defesa de Leite nega participação societária ou gestão na Transwolff e afirma inocência.
  • Operação Vectura Corrupta é desdobramento de investigações iniciadas em 2024 sobre esquema de corrupção.
Milton Leite se entrega à polícia | Foto: Reprodução/TV Globo
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O ex-vereador e ex-presidente da Câmara Municipal de São Paulo Milton Leite (União Brasil) se entregou à polícia na tarde desta sexta-feira (18), em uma delegacia de Mogi das Cruzes, na Grande São Paulo. Ele era alvo de um mandado de prisão temporária expedido no âmbito da Operação Vectura Corrupta, deflagrada na quinta-feira (17).

Milton havia afirmado que estava viajando e que retornaria para se apresentar às autoridades e provar sua inocência. Nesta sexta, ele se apresentou acompanhado de um delegado. A informação foi confirmada pela Secretaria de Segurança Pública de São Paulo.

Durante as buscas realizadas nesta sexta-feira, a Polícia Civil apreendeu aproximadamente R$ 686 mil em dinheiro em um imóvel de um assessor ligado a Milton Leite, em Sorocaba, no interior de São Paulo.

Milton Leite se apresenta à polícia

A Operação Vectura Corrupta é conduzida pela Polícia Civil e pelo Ministério Público de São Paulo e investiga suspeitas de infiltração do Primeiro Comando da Capital (PCC) no sistema de transporte público da capital paulista e no poder público.

Ao todo, foram expedidos mandados de prisão e de busca e apreensão contra investigados na operação. Milton Leite está entre os alvos da investigação.

Milton Leite se entrega à polícia | Foto: Reprodução/TV Globo

Ex-vereador é investigado por ligação com empresas

Segundo os investigadores, Milton Leite teria atuação direta na operação de empresas que estariam sob controle do PCC e seria o “dono de fato” da Transwolff, empresa que já foi alvo da Operação Fim da Linha.

As suspeitas são baseadas, entre outros elementos, em mensagens analisadas pela polícia, documentos e depoimentos reunidos durante a investigação. A apuração também aponta supostas relações entre integrantes da organização criminosa, empresários e agentes ligados ao setor de transporte.

Milton Leite nega as acusações e afirma não ter participação societária ou na gestão da Transwolff.

Investigação cita relação com a Transwolff

Documentos da investigação apontam que o nome de Milton Leite aparece em conversas analisadas pela polícia. Em um dos diálogos, José Daniel Satilite, apontado pelos investigadores como integrante do PCC, teria mencionado a necessidade de comunicar Milton sobre uma possível mudança envolvendo empresas de transporte.

A investigação também cita uma empreiteira ligada a Leite que teria contratos sob apuração com empresas de transporte relacionadas ao esquema. O documento, porém, não identifica nesse trecho qual seria a empresa nem detalha os contratos.

Em outro ponto, os investigadores descrevem Milton como alguém de “forte influência no ramo dos transportes”, com base em informações atribuídas a José Daniel.

A defesa da Transwolff afirma que Milton Leite nunca teve participação societária na empresa, não participou da gestão e não deu ordens relacionadas às atividades da companhia.

Operação é desdobramento de apuração iniciada em 2024

A Vectura Corrupta é apontada como um desdobramento de investigações iniciadas em 2024, com a Operação Decurio. Na ocasião, após a apreensão de drogas em Itaquaquecetuba, investigadores tiveram acesso a dados do celular da mulher de um dos líderes do PCC.

As informações ajudaram a polícia a identificar integrantes da chamada “Sintonia Final” da facção e levaram à descoberta de uma fintech que, segundo as investigações, teria movimentado cerca de R$ 8 bilhões.

Em abril deste ano, a Operação Contaminatio avançou sobre a estrutura financeira investigada e apurou suspeitas de uso da empresa para facilitar a atuação do grupo em prefeituras e na arrecadação de tributos.

A investigação também identificou, desde as primeiras fases, suspeitas de influência da organização criminosa em campanhas políticas e de participação de servidores comissionados em prefeituras do estado.

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