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Ministro diz que tiraria Jaques Wagner da liderança do governo se fosse Lula

Declaração foi dada uma semana após operação da PF, relacionada ao Master, que teve petista como alvo

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  • Ministro do Trabalho, Luiz Marinho, afirma que substituiria Jaques Wagner na liderança do governo no Senado se fosse presidente.
  • Declaração ocorre após operação da PF investigar Banco Master, com Wagner entre os alvos da investigação.
  • Wagner reitera que não cometeu ilegalidade e que a decisão sobre sua permanência cabe exclusivamente a Lula.
  • Reunião entre Lula e Wagner é aguardada para discutir seu futuro na liderança do governo no Senado.
  • Investigação do caso Master ganhou repercussão internacional após apreensão de US$ 49 mil em Brasília.
Ministro do Trabalho e Emprego, Luiz Marinho | Foto: Valter Campanato/Agência Brasil
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O ministro do Trabalho e Emprego, Luiz Marinho (PT), afirmou nesta quarta-feira (24) que substituiria o senador Jaques Wagner (PT-BA) da liderança do governo no Senado caso fosse o presidente da República. A declaração foi feita uma semana após uma operação da Polícia Federal (PF) relacionada ao caso envolvendo o Banco Master, investigação que teve o parlamentar baiano entre os alvos.

Ao comentar o assunto com jornalistas, Marinho afirmou que a decisão cabe ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), mas declarou qual seria sua posição diante do cenário atual. “É uma avaliação que o presidente Lula vai fazer, mas eu optaria em substituí-lo”, afirmou.

O ministro também ressaltou que mantém respeito pessoal e político por Jaques Wagner e citou o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, ao defender o senador das acusações. Segundo Marinho, não corresponde à verdade a informação de que Wagner teria atuado em favor dos interesses do Banco Master.

Reunião entre Lula e Jaques Wagner é aguardada

A declaração ocorre em meio à expectativa de uma reunião entre o presidente Lula e Jaques Wagner para discutir a permanência do senador na liderança do governo no Senado. Nos bastidores do Palácio do Planalto, cresce a avaliação de que o afastamento do parlamentar poderia reduzir desgastes políticos para o governo.

Senador afirma que não pretende deixar o cargo

Jaques Wagner tem reiterado que não cometeu qualquer ilegalidade e que a decisão sobre sua permanência cabe exclusivamente ao presidente da República. O senador também declarou que, por iniciativa própria, não pretende deixar a função. “Se depender de mim, não saio”, tem afirmado a aliados e à imprensa.

Na segunda-feira (22), a defesa do senador apresentou recurso ao Supremo Tribunal Federal (STF) pedindo a anulação da decisão que autorizou a realização de busca e apreensão em sua residência. Os advogados questionam a legalidade das medidas determinadas no âmbito da investigação.

Caso ganhou repercussão internacional

A mais recente fase das investigações relacionadas ao caso Master ultrapassou as fronteiras do Brasil e repercutiu na imprensa internacional. A operação da Polícia Federal teve como um dos pontos de destaque a apreensão de cerca de US$ 49 mil em espécie em um endereço em Brasília vinculado ao senador.

Enquanto as investigações seguem em andamento, a definição sobre o futuro de Jaques Wagner na liderança do governo permanece nas mãos do presidente Lula.

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