SEÇÕES

Ministros do STF descartam revogação de restrição de visitas a Bolsonaro

Defesa do ex-presidente pede que Alexandre de Moraes reconsidere a decisão ou que o recurso seja julgado pela Primeira Turma do STF

Ver Resumo
  • Ministros do STF avaliam se Alexandre de Moraes revogará restrições ao ex-presidente Bolsonaro.
  • Defesa pede revisão da decisão que proíbe visitas e divulgação política até 2026.
  • Advogados alegam que a decisão viola a Constituição e impõe censura prévia.
  • Decisão inclui proibição de manifestos políticos e visitas com finalidade eleitoral.
  • Ministro determinou prazo de cinco dias para a PGR se manifestar sobre as restrições.
Jair Bolsonaro | Foto: Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil
Siga-nos no

Ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) avaliam, de forma reservada, que não há expectativa de que o ministro Alexandre de Moraes revogue as restrições impostas ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). A defesa de Bolsonaro apresentou recurso na última semana contra trechos da decisão que proibiu o ex-presidente de receber visitas com finalidade político-eleitoral e de divulgar manifestos políticos até o fim das eleições de 2026.

Defesa pede revisão da decisão

No recurso, os advogados solicitam que Alexandre de Moraes reconsidere a decisão. Caso o pedido seja negado, a defesa quer que o agravo regimental seja analisado pela Primeira Turma do STF, colegiado do qual o ministro faz parte. Moraes também determinou prazo de cinco dias para que a Procuradoria-Geral da República (PGR) se manifeste sobre as restrições relacionadas às visitas ao ex-presidente.

Segundo a defesa, Moraes já havia determinado a suspensão do direito de Bolsonaro receber visitas por 30 dias, como punição disciplinar após a divulgação de uma carta em que o ex-presidente apoiou a pré-candidatura de Flávio Bolsonaro (PL) à Presidência.

Além dessa medida, o ministro estabeleceu duas restrições que permanecem válidas até o fim das eleições de 2026:

  • proibição de visitas com finalidade político-eleitoral;
  • proibição da divulgação de manifestos políticos por qualquer meio, inclusive por terceiros.

Advogados alegam censura prévia

A defesa de Bolsonaro argumenta que a decisão amplia de forma indevida a interpretação do artigo 15 da Constituição Federal, que trata da suspensão dos direitos políticos de pessoas condenadas. Segundo os advogados, o dispositivo se limita à capacidade eleitoral, como votar e ser votado, e não poderia ser utilizado para restringir a liberdade de expressão.

A defesa também afirma que a proibição de divulgação de manifestos políticos "por qualquer meio" representa uma forma de censura prévia. Outro argumento apresentado pelos advogados é que a expressão "finalidade político-eleitoral", utilizada na decisão para restringir visitas, não possui critérios objetivos.

Segundo a defesa, a falta de definição impediria que Bolsonaro soubesse previamente quais encontros poderiam ser considerados irregulares.

Tópicos

VER COMENTÁRIOS

Carregue mais
Veja Também
ACESSE NOSSO
CANAL NO ZAP