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Moraes cede provas contra Eduardo Bolsonaro a processo administrativo da PF

Material da investigação sobre coação no curso do processo poderá ser usado pela Polícia Federal em processo que apura improbidade e faltas injustificadas do ex-deputado

Eduardo Bolsonaro | Foto: Mario Agra/Câmara dos Deputados
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O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, autorizou o compartilhamento de provas produzidas contra o ex-deputado Eduardo Bolsonaro em uma investigação por coação. A decisão atende a um pedido da Polícia Federal e permite que o material seja utilizado em um processo administrativo disciplinar.

Investigação na Polícia Federal

Eduardo Bolsonaro, que é escrivão concursado da PF, foi afastado do cargo em janeiro, quando a corporação também instaurou o procedimento interno. A apuração envolve faltas injustificadas ao serviço e publicações em redes sociais nas quais ele teria ameaçado e exposto colegas que atuavam em investigações relacionadas ao ex-presidente Jair Bolsonaro.

Segundo a PF, a conduta pode configurar:

  • improbidade administrativa
  • transgressão disciplinar
  • violação de princípios da administração pública

Inquérito no STF

O Inquérito 4.995 foi aberto por Moraes em maio de 2025, a pedido da Procuradoria-Geral da República.

A procuradoria apontou que o então parlamentar teria feito declarações públicas e postagens defendendo que autoridades dos Estados Unidos aplicassem sanções contra ministros do STF, integrantes da PGR e policiais federais.

Possíveis crimes

De acordo com a PGR, as manifestações teriam caráter intimidatório e poderiam configurar crimes como:

  • coação no curso do processo
  • obstrução de investigação de organização criminosa
  • tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito

Uso das provas

A solicitação da PF busca utilizar os elementos reunidos no inquérito do STF para reforçar a investigação administrativa interna conduzida pela corporação. O ex-deputado teve o mandato cassado por excesso de faltas na Câmara dos Deputados, após decisão do presidente da Casa, Hugo Motta.

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