SEÇÕES

Moraes nega pedido para que plenário do STF reveja condenação de Bolsonaro

Ministro afirmou que recurso é “absolutamente incabível”, porque ação contra ex-presidente já transitou em julgado

O ministro Alexandre de Moraes | Foto: Rosinei Coutinho/STF
Siga-nos no

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), negou nesta terça-feira (13) mais um recurso apresentado pela defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro, que buscava novamente reverter a pena de 27 anos e três meses de prisão à qual ele foi condenado por liderar uma tentativa de golpe de Estado.

Os advogados de Bolsonaro protocolaram o novo recurso na segunda (12). No agravo regimental, a defesa pleiteava levar o caso para discussão no plenário do Supremo, alegando que o Regimento Interno do Supremo não prevê quórum mínimo para que o colegiado julgue recursos contra decisões das turmas.

Bolsonaro foi condenado pela Primeira Turma do Supremo em setembro. Pouco depois, a defesa entrou com uma apelação do tipo embargos infringentes, que permite à defesa insistir pela absolvição e usar argumentos de algum voto divergente. No caso, o único voto divergente foi do ministro Luiz Fux, que se posicionou pela absolvição do ex-presidente e a anulação do caso.

Moraes, contudo, negou andamento aos infringentes. Ele justificou a decisão afirmando que a jurisprudência do Supremo, ao menos desde 2017, estabeleceu a necessidade de no mínimo dois votos divergentes para que esse tipo de embargo seja aceito.

Jair Bolsonaro - Foto: Ton Molina/STF

Na segunda, os advogados alegaram que em nenhuma parte do Regimento Interno pode ser encontrada essa limitação de quórum, e que negar o direito de Bolsonaro ser julgado pelo plenário seria uma violação de direitos humanos, por impossibilitar que o ex-presidente tenha acesso ao duplo grau de jurisdição.

Na decisão desta terça, Moraes não chegou a analisar o mérito dos argumentos da defesa. O ministro-relator negou andamento ao apelo afirmando ser “absolutamente incabível juridicamente a interposição desse recurso após o trânsito em julgado do Acórdão condenatório”.

Bolsonaro está preso em sala especial da Polícia Federal, em Brasília, e já recebeu autorizações para atendimento em hospital particular, incluindo cirurgia de hérnia. A defesa pediu prisão domiciliar por motivos de saúde, mas os pedidos foram negados por Alexandre de Moraes, que entende haver atendimento adequado na PF. 

O ex-presidente foi condenado por cinco crimes, entre eles tentativa de golpe e atos ligados à invasão e depredação das sedes dos Três Poderes em 8 de janeiro de 2023.

(Com informações da Agência Brasil)

Tópicos
Carregue mais
Veja Também