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Moraes ordena depoimento de Flávio Bolsonaro à PF em investigação por calúnia contra Lula

Senador terá até 10 dias para prestar esclarecimentos sobre publicação nas redes sociais que motivou a abertura de inquérito no STF

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  • Ministro Alexandre de Moraes determina depoimento de Flávio Bolsonaro à PF em investigação sobre calúnia contra Lula.
  • Publicação do senador em 3 de janeiro de 2026 foi analisada como falsa imputação de crimes ao presidente da República.
  • PF sustenta que conteúdo associou Lula a Nicolás Maduro e sugeriu delação envolvendo crimes listados na postagem.
  • Decisão foi acolhida após manifestação favorável da PGR e encerramento da apuração preliminar do caso.
  • Depoimento deve ocorrer em até 10 dias, com objetivo de esclarecer conteúdo da publicação do senador.
Presidente Luiz Inácio Lula da Silva e senador Flávio Bolsonaro | Foto: Reprodução
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O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou que o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), pré-candidato à Presidência da República, preste depoimento à Polícia Federal (PF) no âmbito da investigação que apura a suposta prática do crime de calúnia contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

A decisão foi tomada após manifestação favorável da Procuradoria-Geral da República (PGR), que defendeu a realização da oitiva do parlamentar. O depoimento deverá ocorrer no prazo de até 10 dias.

Segundo a determinação do ministro, a Polícia Federal deverá ouvir Flávio Bolsonaro para esclarecer o conteúdo de uma publicação feita pelo senador na rede social X, em 3 de janeiro de 2026.

A manifestação da PGR foi apresentada após a conclusão de diligências realizadas pela PF no caso. Com o encerramento da apuração preliminar, a corporação encaminhou o relatório ao STF, que posteriormente o remeteu ao Ministério Público para análise.

Prazo de 10 dias para depoimento

Ao acolher o parecer da Procuradoria-Geral da República, Moraes determinou a realização da oitiva do senador.

Para a Polícia Federal, a publicação analisada no inquérito configurou uma falsa imputação de crimes ao presidente da República, hipótese que motivou o prosseguimento da investigação.

Investigação foi aberta em abril

O inquérito foi instaurado em abril de 2026 por determinação de Alexandre de Moraes, após pedido da Polícia Federal com parecer favorável da PGR.

A investigação busca apurar se Flávio Bolsonaro cometeu crime ao publicar conteúdo que atribuía ao presidente Lula a prática de diversos delitos.

Conteúdo da publicação

Na postagem, o senador associou imagens de Lula ao presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, acompanhadas da afirmação de que o presidente brasileiro "será delatado".

Na sequência, o parlamentar relacionou Lula a supostos crimes, entre eles:

  • tráfico internacional de drogas e armas;
  • lavagem de dinheiro;
  • apoio a terroristas e ditaduras;
  • fraudes eleitorais.

O que apontou a Polícia Federal

No relatório encaminhado ao Supremo, a Polícia Federal sustentou que a publicação atribuiu falsamente crimes ao presidente da República.

Segundo a corporação, a associação entre Lula e Nicolás Maduro, preso nos Estados Unidos sob acusações relacionadas ao tráfico de drogas, indicaria que o senador sugeriu que uma eventual delação do venezuelano envolveria o presidente brasileiro nos crimes listados na própria postagem.

Para a PF, esse contexto reforça a interpretação de que a publicação imputou a Lula a prática de delitos como tráfico internacional de drogas e armas, lavagem de dinheiro, apoio a organizações terroristas e ditaduras, além de fraudes eleitorais.

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