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Novo critica gestão de Silvio Mendes no transporte e oferece ajuda; “ele precisa ser humilde”

Deputado questionou aumento de subsídio e redução da frota em Teresina após prefeito anunciar medidas contra greve de motoristas

Deputado Fábio Novo | Foto: Eliézer Rodrigues/MeioNews
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O deputado estadual Fábio Novo (PT) teceu críticas a gestão do prefeito Sílvio Mendes (União Brasil) referente a forma como é conduzida a questão da crise no transporte público da capital, e ofereceu ajuda para resolver o problema.

Na manhã desta segunda-feira (18), o prefeito Sílvio Mendes realizou uma reunião no palácio da cidade, onde anunciou um pacote de medidas para a classe dos motoristas de ônibus, que paralisaram os trabalhos na parte da manhã. Dentre as ações destacadas pelo prefeito, está a possibilidade de multa de até R$ 5 mil para os grevistas.

Questionado sobre a condução do prefeito sob o tema, Novo relembrou o aumento do subsídio destinado as empresas e a lei que facilita o acesso do transporte público teresinense ao óleo disel mais barato.

"O prefeito tomou posse e já tinha um subsídio de 4 milhões para as empresas. Esse subsídio aumentou para 6 milhões.  E detalhe, a frota agora reduziu em 30% e não tem sentido reduzir porque o dólar baixou, mesmo que tenha aumentado um pouco, anteriormente, mas o diesel já voltou baixar também o preço. E além disso, nós temos uma lei que aprovamos aqui nessa casa, que garante que o transporte de Teresina, tenha a redução do preço do óleo diesel. Então não faz sentido você aumentar o subsídio para o transporte, ter incentivo e ainda reduzir a frota. Esse modelo não funciona.", explicou.

O deputado completou pedindo que o prefeito tivesse humildade e coragem para agir da maneira mais acertiva, além de se oferecer para ajudar.

 "Então o prefeito precisa ter humildade e reconhecer, se tiver coragem, se não tiver coragem de fazer, pode me chamar que eu ajudo a fazer, eu ajudo a fazer o modelo para o transporte da capital. Então nós estudamos o transporte de Teresina e eu digo a vocês, isso aqui só vai funcionar no dia que tiver um prefeito com coragem de romper com o padrão atual".

PARALISAÇÃO

A categoria dos motoristas e cobradores rejeitaram uma proposta de reajuste de 3% apresentada pelo sindicato patronal. Eles haviam pedido um reajuste de 12%.

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