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Novo ministro da Justiça fala em 'ação articulada' contra crime organizado

Wellington César Lima e Silva participou de reunião para tratar sobre o tema com presidente Lula e outras autoridades

Lula e o novo ministro da Justiça, Wellington César Lima e Silva | Foto: Ricardo Stuckert/PR
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O novo ministro da Justiça, Wellington César Lima e Silva, afirmou nesta quinta-feira (15) que o combate ao crime organizado será elevado ao patamar de “ação de Estado”. A declaração foi feita durante entrevista coletiva no Palácio do Planalto.

Segundo o ministro, na prática, a proposta busca ampliar a atuação conjunta no enfrentamento ao crime, envolvendo outros segmentos além do Executivo, como o Ministério Público e o Judiciário. Esse foi o primeiro pronunciamento público de Wellington César após ser anunciado para o cargo.

A expectativa é que a cerimônia de posse ocorra ainda nesta tarde, de forma reservada. A informação foi confirmada pelo Palácio do Planalto, que destacou que o ex-ministro da Justiça estará presente no evento.

Substituição no comando da pasta

Wellington César substitui Ricardo Lewandowski, que deixou o cargo na semana passada. A troca marca o início de uma nova fase no Ministério da Justiça e Segurança Pública, com foco no enfrentamento estruturado ao crime organizado.

"Houve uma decisão do presidente da República, compartilhada de todos esses atores, de elevar a ação do Estado em combate ao crime organizado. De maneira que a relevância que o crime organizado assumiu, neste momento impõe, na percepção do presidente de todos esses atores, a necessidade de uma atuação conjunta de todos os órgãos do Estado", afirmou.

O novo ministro da Justiça afirmou que a Receita Federal e a Polícia Federal já desenvolvem iniciativas importantes no combate a determinados segmentos do crime organizado. No entanto, ele ressaltou que a efetividade dessas ações vai além dos limites da atuação exclusiva do Poder Executivo ou de decisões restritas ao governo.

Foto: Ricardo Stuckert/PR 

integração entre instituições

Segundo o ministro, a Polícia Federal e a Receita Federal não conseguem, sozinhas, viabilizar resultados concretos capazes de produzir efeitos reais e duradouros no enfrentamento ao crime organizado. Para ele, o sucesso das ações exige uma atuação integrada entre diferentes instituições do Estado, reforçando a necessidade de cooperação com outros poderes e órgãos.

"A Polícia Federal, a Receita Federal, elas, por si só, não podem viabilizar sozinhas resultados concretos de medidas que precisam passar pelo Ministério Público, chegar no Judiciário para que tenham a efetividade necessária para combater o crime", explicou. 

REUNIÃO COM LULA

Na manhã desta quinta-feira, o ministro participou de uma reunião no Palácio do Planalto para tratar do combate ao crime organizado. O encontro contou com a presença do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e de outras autoridades de destaque.

Também estiveram presentes o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, e o procurador-geral da República, Paulo Gonet, reforçando a proposta de integração entre os Poderes no enfrentamento às organizações criminosas.

O diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, também participou da reunião e avaliou que ações de cooperação mais coordenadas podem ampliar a descapitalização do crime organizado, atingindo de forma mais efetiva a estrutura financeira desses grupos.

“O enfrentamento da descapitalização do crime organizado passa por atingir o poder econômico, o andar de cima do crime, com estratégia, inteligência e planejamento, para que tenhamos resultados efetivos e duradouros”, disse o diretor-geral.

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