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OAB nacional pede rigor do STF e regionais defendem afastamento de Moraes

A crise no STF envolvendo Moraes e Mendonça gerou manifestações da OAB, que pediu afastamento cautelar de autoridades. A OAB do Paraná e Rondônia defendem medidas para garantir a independência da apuração.

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  • Crise no STF envolve ministros Alexandre de Moraes e André Mendonça, relacionada a investigações sobre Daniel Vorcaro.
  • Manifestações de seccionais da OAB destacam divergências sobre apuração, com algumas defendendo afastamento cautelar de Moraes.
  • OAB nacional pede rigor e imparcialidade na apuração, reforçando respeito ao devido processo legal e presunção de inocência.
  • Seccionais como Paraná e Rondônia solicitam afastamento cautelar de Moraes e suspeição de Gonet para garantir independência da investigação.
  • Crise ocorre em período eleitoral, gerando preocupação com impactos na democracia e na credibilidade do STF.
Ordem dos Advogados | Foto: Reprodução
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A crise no STF (Supremo Tribunal Federal) envolvendo os ministros Alexandre de Moraes e André Mendonça, relacionada às investigações sobre o empresário Daniel Vorcaro, provocou manifestações de diferentes seccionais da OAB (Ordem dos Advogados do Brasil).

Enquanto o Conselho Federal da Ordem defendeu uma apuração rigorosa e isenta, sem fazer menção a afastamento de autoridades, algumas unidades estaduais defenderam medidas cautelares contra Moraes e o procurador-geral da República, Paulo Gonet.

Em nota, divulgada na semana passada, a OAB nacional afirmou acompanhar com “atenção e extrema preocupação” as notícias sobre a crise e defendeu que os fatos sejam apurados de forma rigorosa e isenta, “em relação a quem quer que seja”. A instituição ressaltou a necessidade de respeito ao devido processo legal, à ampla defesa e à presunção de inocência.

"A Ordem se preocupa com os impactos dessa crise para o Brasil, sobretudo por envolver instituições essenciais à democracia e por ocorrer durante o período eleitoral", afirma a nota.

Entre as seccionais, porém, algumas adotaram uma posição mais incisiva.

A OAB do Paraná foi uma das mais diretas ao defender o afastamento cautelar de Moraes. Segundo a entidade, os elementos relacionados ao ministro são de gravidade suficiente para comprometer a credibilidade da apuração enquanto ele permanecer no exercício pleno das funções. Em relação a Gonet, a OAB-PR defendeu sua suspeição para atuar no caso.

A OAB de Rondônia também pediu expressamente o afastamento cautelar de Moraes enquanto durar a investigação. A entidade afirmou que não pede uma condenação, mas condições para que a apuração ocorra de forma independente. Em relação a Gonet, defendeu que ele seja considerado suspeito para atuar no caso relacionado ao Banco Master.

No Ceará, a OAB também defendeu o afastamento cautelar dos envolvidos enquanto durar a apuração. A seccional afirmou que a medida serviria para proteger a isenção da investigação e recuperar a serenidade necessária ao STF.

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