- Vice-presidente Geraldo Alckmin afirma que a Lei da Reciprocidade não é foco do governo.
- Declaração foi feita durante reunião com empresários afetados pelas taxas dos EUA.
- Tarifa de 25% impactará 18% das exportações brasileiras, causando prejuízo de US$7,4 bilhões.
- Governo planeja recalibrar apoio financeiro sem ultrapassar o orçamento.
- Dario Durigan promete reforçar linhas de crédito do BNDES para manter regras fiscais.
O vice-presidente Geraldo Alckmin afirmou na noite de terça-feira (21) que a Lei da Reciprocidade para combater a taxação dos Estados Unidos não é o foco do governo. Segundo ele, a postura diplomática é necessária porque "Olho por olho pode acontecer dos dois ficarem cegos".
A metáfora usada demonstra que o vice-presidente pretende adotar um posicionamento mais negociavel nas tratativas com o parceiro comercial. A declaração foi feita durante uma reunião com os empresários dos setores afetados pelas taxas que já entram em vigor nesta quarta-feira (22).
O tarifaço de 25% deve atingir cerca de 18% das exportações brasileiras para os EUA com um prejuízo que chega na casa de US$7,4 bilhões (R$38 bilhões) impactando setores de madeira, minerais, químicos e alimentos.
O Governo federal planeja recalibrar o programa de apoio financeiro sem estourar o orçamento. Dario Durigan, da Fazenda, prometeu reforçar as linhas de crédito do BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social) para manter o compromisso com as regras fiscais.