- Pablo Marçal, candidato ao governo federal pelo PRTB, propõe transferir a capital federal para o Maranhão.
- A ideia foi apresentada em podcast, comparando-se à construção de Brasília durante o governo de Juscelino Kubitschek.
- Marçal defende que a mudança impulsionaria o desenvolvimento econômico do Nordeste, sem definir a cidade escolhida.
- A proposta inclui a criação de outras quatro capitais com funções específicas, mas não indica municípios.
- Marçal é inelegível até 2032 por decisão judicial, mas foi autorizado a filiar-se ao PRTB após análise eleitoral.
Pablo Marçal, candidato à Presidência da República pelo PRTB, afirmou na segunda-feira (17) que, se for eleito, pretende transferir a capital federal do Brasil para o Maranhão. A proposta foi apresentada durante sua participação no podcast “RedCast”, quando o candidato comparou a ideia à construção de Brasília, realizada durante o governo de Juscelino Kubitschek.
Segundo Marçal, a mudança teria como objetivo impulsionar o desenvolvimento econômico do Nordeste. Ele afirmou que a nova capital seria construída em um prazo menor do que o período levado para erguer Brasília, mas não informou qual cidade maranhense seria escolhida.
A proposta não é inédita. Em 2024, durante entrevista ao Poder360, quando disputava a Prefeitura de São Paulo, Marçal já havia defendido a necessidade de ampliar os investimentos e o desenvolvimento da região Nordeste.
Na nova declaração, o candidato explicou que a transferência ocorreria apenas no âmbito político e administrativo. Brasília continuaria como sede do Poder Judiciário, segundo a proposta, com o objetivo de aproveitar a estrutura já existente.
Brasília passou a ser a capital federal em 1960, substituindo o Rio de Janeiro. A construção da cidade durou cerca de quatro anos e foi uma das principais marcas do governo de Juscelino Kubitschek.
Marçal também sugeriu a criação de outras quatro capitais com funções específicas. O Rio de Janeiro seria classificado como capital turística; São Paulo, como centro financeiro; enquanto Pará e Minas Gerais seriam destinados à atividade de mineração. Ele, porém, não indicou quais municípios seriam escolhidos para sediar essas estruturas.
INELEGIBILIDADE
Marçal permanece inelegível por decisão da Justiça Eleitoral, em processo relacionado a abuso de poder político e econômico durante a campanha eleitoral de 2024. A sanção, atualmente, impede sua candidatura até 2032.
Recentemente, uma decisão judicial autorizou sua saída do União Brasil e a filiação ao PRTB, partido pelo qual concorreu à Prefeitura de São Paulo em 2024. A filiação foi considerada válida com efeitos retroativos a 4 de abril, dentro do prazo mínimo de seis meses previsto pela legislação eleitoral.
Mesmo com o registro das informações na plataforma da Justiça Eleitoral, a candidatura à Presidência ainda depende de análise e julgamento pela Justiça Eleitoral. A declaração de candidatura, portanto, não significa que Marçal esteja automaticamente apto a disputar a eleição.