O presidente nacional do PT, Edinho Silva, afirmou nesta terça-feira (19) que o senador Rodrigo Pacheco não disputará o Governo de Minas Gerais nas eleições deste ano. A declaração confirma o fracasso das articulações do partido para lançar o parlamentar como nome apoiado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva no estado.
“Em Minas Gerais, nós estávamos trabalhando com a candidatura do Rodrigo Pacheco. Infelizmente, ele optou por não ser candidato. Nós reabrimos o diálogo em Minas Gerais. Estamos conversando com várias lideranças e tenho certeza que vamos construir uma candidatura forte, um palanque forte para o presidente [Lula] em Minas Gerais”, declarou Edinho em entrevista ao Warren Investimentos.
Desde o início das negociações para formação dos palanques estaduais, Rodrigo Pacheco era tratado como o principal nome ligado ao presidente Lula para a disputa em Minas Gerais, considerado um dos estados mais estratégicos da corrida presidencial por concentrar o segundo maior colégio eleitoral do país.
Apesar das especulações, o senador nunca confirmou oficialmente a intenção de disputar o Executivo mineiro. Ainda assim, manteve conversas com integrantes do PT e com Edinho Silva, além de ter deixado o PSD para se filiar ao PSB em abril, mesma legenda do vice-presidente Geraldo Alckmin.
Nos bastidores, outro nome cogitado para representar o campo aliado de Lula em Minas é o empresário Josué Alencar. Filho do ex-vice-presidente José Alencar, ele também ingressou recentemente no PSB mineiro e já teve o nome discutido pela cúpula partidária em conversas com Lula.
Enquanto isso, o ex-prefeito de Belo Horizonte, Alexandre Kalil, aparece entre os principais nomes nas pesquisas de intenção de voto para o governo estadual. Até o momento, Rodrigo Pacheco ainda não comentou publicamente a decisão de não entrar na disputa pelo Palácio Tiradentes.