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Partido dos Trabalhadores divulga carta a evangélicos e diz que Lula sempre apoiou igrejas

Documento, aos moldes do divulgado em 2022, critica o 'uso eleitoral da fé' e que os governos do PT nunca se opuseram às igrejas evangélicas.

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  • O Partido dos Trabalhadores (PT) publicou carta aos evangélicos afirmando respeito às Igrejas Evangélicas.
  • A carta foi elaborada durante o IV Encontro Nacional de Evangélicos do PT, realizado após a Marcha para Jesus em São Paulo.
  • O presidente Lula justificou ausência na Marcha para Jesus afirmando evitar uso político da religião em ano eleitoral.
  • A carta busca aproximar o governo federal e as igrejas evangélicas, destacando pontos de convergência entre os dois.
O presidente Lula durante cerimônia com evangélicos no Palácio do Planalto | Foto: Ricardo Stuckert/PR
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O Partido dos Trabalhadores (PT) publicou uma carta direcionada aos evangélicos, na qual afirma que os governos da legenda sempre mantiveram uma postura de respeito e reconhecimento às Igrejas Evangélicas. O documento foi elaborado durante o IV Encontro Nacional de Evangélicos do PT, realizado poucos dias após a Marcha para Jesus.

A Marcha para Jesus reuniu lideranças religiosas e autoridades políticas na última quinta-feira (4), feriado de Corpus Christi, em São Paulo. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva não participou do evento, mas foi representado pelo advogado-geral da União, Jorge Messias.

Em uma ligação aos organizadores, Lula justificou sua ausência afirmando que evita comparecer a eventos dessa natureza em ano eleitoral, para não transmitir a impressão de que estaria tentando "tirar proveito político de algo sagrado".

Estratégia de aproximação com o eleitorado evangélico

Divulgada na noite desta segunda-feira (8), a carta evita abordar temas relacionados à pauta de costumes e procura destacar pontos de convergência entre os governos petistas e as igrejas. A iniciativa ocorre em um momento em que o governo federal e o PT buscam ampliar o diálogo com o eleitorado evangélico, segmento que possui crescente influência política e no qual o presidente Lula registra índices de aprovação mais baixos em comparação com outros grupos religiosos.

O documento cita diversas iniciativas adotadas durante os governos de Lula em defesa da liberdade religiosa. Entre elas estão leis voltadas para garantir o livre exercício dos cultos, facilitar a criação de igrejas, reconhecer a música gospel como patrimônio cultural e instituir datas nacionais relacionadas à fé cristã e ao combate à intolerância religiosa.

Segundo a carta, os governos do PT sempre mantiveram uma relação respeitosa com as igrejas evangélicas.

Os governos do PT nunca se opuseram às igrejas, sempre tiveram uma postura de respeito e de reconhecimento da importância e do papel da Igreja Evangélica, afirma o documento.

Apoio à continuidade do governo Lula

A carta também manifesta apoio à permanência do atual projeto político liderado pelo presidente.

Manifestamos nosso apoio à continuidade do projeto democrático e popular liderado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, registra o texto.

Fé e política

Em outro trecho, os signatários procuram afastar qualquer interpretação de uso eleitoral da religião e citam uma declaração recente do presidente.

Este compromisso não nasce do uso eleitoral da fé, pois compartilhamos do entendimento do próprio presidente de que não se deve ‘tirar proveito político de uma coisa sagrada’.

Mensagem final

O documento é encerrado com uma mensagem de fé e defesa de valores democráticos.

Que Deus abençoe o povo brasileiro, fortaleça nossa democracia, nossa soberania, inspire nossas orações e ações em favor do próximo e nos conduza pelos caminhos da fé, da justiça, da paz, da esperança e do bem comum.

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