Por 27 votos contrários, a 9 favoráveis, o pedido de abertura do processo de impeachment do prefeito de Recife, João Campos (PSB), foi rejeito nesta terça-feira (3) na Câmara. A sessão foi marcada por uma série de protestos tanto contra o afastamento, como favoráveis.
O pedido, protocolado pelo vereador Eduardo Moura (Novo), acusava o prefeito de infrações graves, crime de responsabilidade e infração político-administrativa, se baseando no caso de alteração do resultado do concurso público para a Procuradoria-Geral do Município.
Relembre o caso
No dia 12 de dezembro de 2025 foi publicada uma portaria assinada pelo prefeito João Campos, onde o candidato Lucas Vieira Silva, que havia disputado uma vaga na ampla concorrência para a Procuradoria-Geral do Município, passava da 63ª colocação para a 1ª.
Lucas é filho de Maria Nilda da Silva, procuradora do Ministério Público de Contas, e saiu da posição que se encontrava no concurso após apresentar um laudo em maio do mesmo ano para a Prefeitura, alegando Transtorno do Espectro Autista (TEA), três anos depois da realização da prova.
Com a repercussão negativa do caso, a prefeitura de Recife decidiu cancelar a nomeação. O salário do cargo estava avaliado em cerca de R$ 30 mil.
Votação
Durante a sessão, o clima manteve-se tenso. Opositores da gestão de Campos continuaram a afirmação contra o prefeito, e aliados atribuíram a denúncia a motivações políticas e eleitorais. Vereadores chegaram a trocara acusações.