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PF indicia dois deputados por caluniar delegados durante discurso na Câmara

Em sua defesa, Gilberto Silva alegou que o indiciamento é uma retaliação por denúncias feitas sobre supostas irregularidades em investigações conduzidas por Shor

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A Polícia Federal indiciou dois deputados por caluniarem um delegado da PF em seus discursos na tribuna da Câmara. Os deputados acusam retaliação por denúncias de supostas irregularidades nas investigações contra Bolsonaro e a oposição, alegando abuso de poder. A PF justifica os indiciamentos com base em calúnia, argumentando que o delegado foi injustamente acusado. O órgão enfatiza a importância da responsabilização por abusos do direito à palavra, mesmo com a imunidade parlamentar.
Deputados Cabo Gilberto Silva e Marcel Van Hattem | Foto: Montagem/MeioNews
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A Polícia Federal indiciou os deputados Cabo Gilberto Silva (PL-PB) e Marcel Van Hattem (Novo-RS) por falas feitas na tribuna da Câmara dos Deputados. Gilberto Silva foi acusado de caluniar o delegado da PF Fábio Alvarez Shor, que atua em inquéritos relacionados ao ex-presidente Jair Bolsonaro e à oposição. Van Hattem foi indiciado após acusar Shor, também em discurso, de elaborar “relatórios fraudulentos” contra Filipe Martins, ex-assessor de Bolsonaro.

Em sua defesa, Gilberto Silva alegou que o indiciamento é uma retaliação por denúncias feitas sobre supostas irregularidades em investigações conduzidas por Shor. “Fui indiciado pela Polícia Federal. Roubei? Matei? Tráfico de drogas? Não! Apenas cumpri com meu dever”, declarou o deputado. Van Hattem também falou sobre retaliação e citou “abusos contra a Constituição”. Ambos consideram o processo um ataque à imunidade parlamentar.

justificativa dos indiciamentos

A PF justificou os indiciamentos com base na calúnia, argumentando que Shor foi injustamente acusado pelos congressistas. Van Hattem reforçou a acusação de abuso de poder, mencionando o pedido de extradição contra os blogueiros Allan dos Santos e Oswaldo Eustáquio, considerados foragidos. Em nota, o parlamentar criticou uma “inversão de competências” e alegou que deveria ter suas denúncias investigadas, não ele próprio.

O partido Novo defendeu Van Hattem, destacando que a imunidade parlamentar garante proteção aos discursos feitos no exercício do cargo. “Interpretações fora do que está previsto na lei são meras aventuras hermenêuticas para explicação do autoritarismo”, declarou a legenda. A PF, entretanto, sustenta que o princípio da imunidade não abrange acusações caluniosas, destacando a importância da responsabilização em casos de abuso do direito à palavra.

Para mais informações, acesse meionews.com

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