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Prefeito do Progressistas nomeia filho de 18 anos, ainda no ensino médio, como secretário

De acordo com o MP, Lorenzo é filho do prefeito e sua nomeação teria ocorrido sem a comprovação de qualificação técnica ou experiência compatível com as atribuições da função.

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  • MPRS ajuizou ação civil para afastar Lorenzo Hentges da secretaria de Administração em Ibirapuitã.
  • Prefeito Rosemar Hentges é acusado de nepotismo por nomear filho em cargo de primeiro escalão.
  • Lorenzo foi nomeado secretário da Fazenda em 2025, antes de completar 18 anos, e foi posteriormente exonerado.
  • MPR sustenta que nomeação atual não tem qualificação técnica compatível com as atribuições do cargo.
  • Prefeitura afirma que ainda não foi intimada da ação e reitera que Lorenzo é apto para o cargo.
Filho de prefeito, com 18 anos de idade, é nomeado para Secretaria no RS. | Foto: Reprodução
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O Ministério Público do Rio Grande do Sul (MPRS) ajuizou uma Ação Civil Pública para solicitar à Justiça o afastamento de Lorenzo Henrique Hentges do cargo de secretário de Administração do município de Ibirapuitã, localizado no Noroeste gaúcho. O órgão também pede a responsabilização do prefeito Rosemar Hentges (PP) por suposto ato de improbidade administrativa.

De acordo com o MP, Lorenzo é filho do prefeito e sua nomeação teria ocorrido sem a comprovação de qualificação técnica ou experiência compatível com as atribuições da função, tendo como principal motivação o vínculo familiar com o chefe do Executivo.

A ação foi protocolada na última segunda-feira (29).

Reincidência apontada pelo MP

Na avaliação da Promotoria, o caso representa uma reincidência na prática de nepotismo, uma vez que o prefeito já havia nomeado o filho para outro cargo de primeiro escalão.

Em 2025, Lorenzo assumiu a Secretaria da Fazenda um dia após completar 18 anos, permanecendo na função até março deste ano. A exoneração ocorreu depois de manifestação do Ministério Público.

Na ocasião, o prefeito argumentou que o posto não exigia formação específica. No entanto, conforme o MP, a documentação reunida durante a investigação indicou que o jovem ainda não havia concluído o ensino básico quando tomou posse.

Passados pouco mais de dois meses da exoneração, Lorenzo voltou à administração municipal, desta vez à frente da Secretaria de Administração.

Segundo o Ministério Público, a nova nomeação demonstra a intenção de manter o filho em cargos estratégicos dentro da estrutura da Prefeitura.

Fundamentos da ação

Na petição apresentada à Justiça, o Ministério Público sustenta que as provas reunidas apontam que não há preparo técnico compatível com as responsabilidades do cargo atualmente ocupado por Lorenzo.

Para a Promotoria, a sequência de exoneração e posterior nomeação para outra secretaria evidencia que havia conhecimento sobre uma possível afronta aos princípios constitucionais da moralidade, impessoalidade e eficiência na administração pública.

O documento registra ainda que:

"A única circunstância permanente e comum às duas nomeações é o vínculo de parentesco existente entre o nomeado e o agente nomeante".

Até a última atualização do caso, o Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul (TJRS) ainda não havia informado se o pedido de afastamento foi analisado.

Posicionamento da Prefeitura

Em nota oficial, a Prefeitura de Ibirapuitã afirmou que a administração municipal e o prefeito ainda não haviam sido citados ou intimados oficialmente sobre a ação proposta pelo Ministério Público.

O Executivo também informou que já prestou esclarecimentos ao MP e reiterou o entendimento de que Lorenzo Henrique Hentges reúne capacidade para exercer o cargo de secretário de Administração.

A nota destaca:

"A Prefeitura Municipal de Ibirapuitã informa que, até o presente momento, nem o Município nem o Prefeito Municipal foram citados ou intimados da Ação Civil Pública mencionada, razão pela qual ainda não tiveram acesso oficial ao seu inteiro teor." 

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