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Presidente do PT diz que Lula está “tranquilo” sobre investigação envolvendo Lulinha

Edinho Silva afirmou que o presidente Lula mantém serenidade diante das apurações sobre Fábio Luís Lula da Silva, que teve seu sigilo bancário quebrado pela CPMI do INSS

Lula e Edinho Silva, presidente nacional do PT | Foto: Ricardo Stuckert/PR
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O presidente nacional do PT, Edinho Silva, afirmou nesta quarta-feira (4) que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva está “tranquilo” diante das acusações que envolvem seu filho mais velho, Fábio Luís Lula da Silva, conhecido como Lulinha, nas investigações sobre supostas fraudes em repasses de benefícios do INSS.

“Lula está tranquilo”, disse Edinho em entrevista ao SBT News. Segundo a Polícia Federal, no âmbito da Operação Sem Desconto, Lulinha teria recebido R$ 300 mil de Antônio Carlos Antunes, conhecido como “Careca do INSS”, apontado como investigado no esquema.

Defesa política e independência institucional

Ao comentar o caso, Edinho Silva afirmou que as investigações ocorrem em razão do fortalecimento das instituições durante o atual governo.

“Se temos denúncias investigadas, isso se deve ao governo que valoriza a Polícia Federal e as instituições”, disse o dirigente partidário, ao destacar o que classificou como respeito à independência dos órgãos de controle.

Fábio Luis Lula da Silva (Lulinha), filho do presidente Lula - Foto: ALEX SILVA/ESTADÃO CONTEÚDO

CPMI pede quebra de sigilo

As suspeitas envolvendo o filho do presidente fundamentaram pedidos da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do INSS para a quebra de sigilo bancário de Lulinha. Ele também adotou uma postura tranquila em relação às acusações e disse ser alvo de ação política contra o pai.

A CPMI também aprovou a quebra de sigilo da empresária Roberta Luchsinger, apontada como amiga de Lulinha. A decisão da comissão, no entanto, foi suspensa por liminar do ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF).

Na decisão, Dino argumentou que a aprovação conjunta de dezenas de requerimentos, sem análise individualizada, pode violar exigências constitucionais e legais. Segundo o ministro, medidas como quebra de sigilo, por envolverem direitos fundamentais, exigem fundamentação específica e exame detalhado de cada caso.

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