Presidente Lula manifesta seu apoio ao padre Júlio Lancellotti

Lula postou uma foto ao lado do padre e elogiou sua dedicação de muitos anos em busca de proporcionar dignidade, respeito e cidadania aos vulneráveis

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Lula postou uma foto junto com o padre Julio | Ricardo Stuckert

Nesta quinta-feira (4), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva utilizou suas redes sociais para expressar apoio ao padre Júlio Lancellotti, que enfrenta investigação por meio de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) na Câmara Municipal de São Paulo. Vereadores da cidade buscam investigar organizações não governamentais que fornecem assistência na região da Cracolândia, onde o padre realiza um notório trabalho de cuidado com pessoas em situação de rua.

Sem fazer menção direta à CPI, o Presidente Lula postou uma foto ao lado do padre e elogiou sua dedicação de muitos anos em busca de proporcionar dignidade, respeito e cidadania aos vulneráveis. Destacou a importância do trabalho de Lancelloti e da Diocese de São Paulo para oferecer apoio àqueles que mais necessitam.

O pedido de criação da CPI, protocolado em dezembro do ano passado, visa investigar organizações não governamentais que fornecem alimentos, utensílios para uso de substâncias ilícitas e tratamento aos grupos de usuários na Cracolândia. vereador Rubinho Nunes, um dos cofundadores do Movimento Brasil Livre (MBL), é o autor da proposta e coloca como foco principal da CPI a atuação de Lancelloti, alegando que ele e outros lucram politicamente com a situação na Cracolândia.

O requerimento aguarda aprovação em plenário, o que está previsto para ocorrer em fevereiro, após o recesso legislativo. O padre Julio Lancelloti, em nota, ressaltou que a CPI é legítima, mas esclareceu que não está vinculado a nenhuma organização que utilize convênio com o Poder Público Municipal. Ele afirmou que a Pastoral de Rua é uma ação pastoral da Arquidiocese de São Paulo.

O movimento A Craco Resiste, também alvo da CPI, negou ser uma ONG e se autodefiniu como um projeto de militância para resistir contra a opressão na região da Cracolândia. Destacou suas atividades na redução de danos, os vínculos criados com atividades culturais e de lazer, além de denunciar as políticas de truculência e insegurança promovidas pela prefeitura e pelo governo estadual.



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