- Câmara analisa projeto que obriga fabricantes a orientar sobre descarte correto do papel siliconado.
- Proposta prevê criação de pontos de coleta específicos para o material e inclusão de informações claras nas embalagens.
- Papel siliconado é reciclável, mas recebe camada de silicone que dificulta sua reciclagem pelos métodos convencionais.
- Projeto aguarda análise das comissões temáticas da Câmara antes de seguir para votação.
A Câmara dos Deputados analisa um projeto de lei que obriga fabricantes e distribuidoras de figurinhas colecionáveis a orientar os consumidores sobre o descarte correto do papel siliconado presente na parte traseira dos adesivos. A proposta, apresentada pelo deputado suplente Raniery Paulino (Republicanos-PB), também prevê a criação de pontos de coleta específicos para esse material.
Segundo o texto, as empresas deverão incluir informações claras sobre a destinação adequada do papel siliconado nas embalagens e em materiais publicitários. Embora pareça papel comum, o material recebe uma camada de silicone que dificulta sua reciclagem pelos métodos convencionais.
Na justificativa, o parlamentar afirma que muitas pessoas desconhecem as características desse resíduo e acabam descartando-o de forma inadequada. Ele destaca ainda que campanhas de figurinhas ligadas a grandes eventos esportivos, como a copa, geram grande volume de resíduos e reforça a necessidade de conscientização ambiental.
A proposta também prevê que os resíduos coletados sejam encaminhados para empresas ou cooperativas especializadas em reaproveitamento e reciclagem. O projeto aguarda análise das comissões temáticas da Câmara antes de seguir para votação.