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Promotor Lincoln Gakiya, conhecido por combater o PCC, é cotado para Ministério da Segurança de Lula

Integrante do Gaeco participou de jantar com interlocutores do presidente e foi consultado sobre os desafios da segurança pública; ainda não houve convite oficial.

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  • Lincoln Gakiya, promotor conhecido por combater o PCC, é cotado para assumir o Ministério da Segurança Pública.
  • Participou de jantar com coordenador da campanha de Lula, mas não recebeu convite oficial para o cargo.
  • Criação do Ministério depende da aprovação da PEC da Segurança Pública pelo Congresso Nacional.
  • Gakiya tem 30 anos de experiência no combate ao crime organizado e vive sob escolta por ameaças.
  • Outro nome cotado para o cargo é o ex-ministro Camilo Santana, com experiência política.
O promotor de Justiça Lincoln Gakiya, está entre os nomes cotados para assumir o futuro Ministério da Segurança Pública do governo Luiz Inácio Lula da Silva (PT) | Foto: Reprodução
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O promotor de Justiça Lincoln Gakiya, conhecido pela atuação no combate ao Primeiro Comando da Capital (PCC), está entre os nomes cotados para assumir o futuro Ministério da Segurança Pública do governo Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Ele atua no Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado (Gaeco), em Presidente Prudente, no interior de São Paulo.

Na semana passada, dias antes do segundo turno das eleições, Gakiya participou de um jantar na casa do advogado Marco Aurélio de Carvalho, coordenador da campanha de Lula no estado de São Paulo. Durante o encontro, o promotor foi consultado sobre os principais desafios da segurança pública e compartilhou sua experiência no enfrentamento ao crime organizado.

Gakiya afirmou que não recebeu convite oficial e, por isso, prefere não comentar o assunto. Marco Aurélio de Carvalho confirmou a realização do encontro, mas ressaltou que não houve convite formal para que o promotor assumisse o cargo. Até o momento, Lula também não autorizou interlocutores a fazer convites formais ou informais para a futura pasta. Segundo informações sobre o encontro, Gakiya teria sinalizado que estaria à disposição caso fosse convidado para a função.

A criação do Ministério da Segurança Pública depende da aprovação da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) da Segurança Pública pelo Congresso Nacional. O governo pretende instituir a pasta após a conclusão da tramitação da proposta, que teve a votação concluída na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado e seguiu para análise do plenário.

 Promotor acumula 30 anos de experiência no combate ao crime organizado

Durante o jantar, os participantes também pediram que Gakiya compartilhasse sua experiência de aproximadamente 30 anos no Ministério Público de São Paulo (MP-SP), com atuação concentrada no combate ao PCC, uma das maiores facções criminosas do país.

O promotor é considerado uma das principais referências na investigação do crime organizado no Brasil. Há anos, ele vive sob escolta armada durante 24 horas por dia, em razão das ameaças recebidas por causa de suas investigações sobre a facção.

Outro nome cotado para comandar o futuro ministério é o do ex-ministro da Educação Camilo Santana (PT). A escolha de Lula poderá contemplar tanto um perfil técnico, ligado à atuação policial ou ao Ministério Público, quanto alguém com maior experiência política.

Quem é Lincoln Gakiya

Lincoln Gakiya integra o Gaeco do Ministério Público de São Paulo em Presidente Prudente. Ele assumiu a Promotoria de Justiça da comarca em 1996. Dez anos depois, a cidade passou a receber integrantes da cúpula do PCC transferidos para unidades prisionais da região.

Em entrevista ao programa Conversa com Bial, exibido pela TV Globo em julho, Gakiya comparou o isolamento social enfrentado por ele e por seus familiares à situação vivida por integrantes da facção investigada por ele há cerca de duas décadas. O promotor recebeu sua primeira ameaça de morte quando estava de licença-paternidade após o nascimento do segundo filho.

Um dos episódios mais marcantes de sua atuação ocorreu em fevereiro de 2019, quando ele participou da articulação para transferir 22 lideranças do PCC para presídios de segurança máxima. Entre os presos transferidos estava Marcos Willians Herbas Camacho, conhecido como Marcola, apontado como uma das principais lideranças da facção. A operação foi realizada após o Ministério Público identificar um plano do grupo criminoso para resgatar líderes presos na Penitenciária 2 de Presidente Venceslau, no interior paulista. Gakiya foi responsável pelo pedido de transferência.

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